
O cardeal Américo Aguiar pretende “produzir um estudo aprofundado e multidisciplinar e uma proposta de nova organização administrativa do conjunto diocesano” em Setúbal. Foto © Ricardo Perna/Diocese de Setúbal
Elaborar um retrato das comunidades que permita entender a melhor forma da diocese delinear o seu programa pastoral, indo ao encontro das necessidades de cada um dos fiéis. É este o grande objetivo de um “recenseamento da prática dominical” que a diocese de Setúbal realizará este fim de semana, dias 18 e 19 de maio. Consistirá num breve inquérito de nove perguntas que será distribuído durante as missas em todas as igrejas da diocese.
Todos os presentes nas missas poderão responder a este inquérito, desde que tenham pelo menos seis anos de idade. Será possível responder ao inquérito no telemóvel, através de um código QR, procurando assim minimizar o impacto ambiental, mas também haverá inquéritos disponíveis em papel, para que quem não se encontre à vontade com as novas tecnologias não deixe de participar.
Outro dado importante é o de que este documento não poderá ser preenchido fora deste contexto, ou seja, fora das missas, aspeto que a diocese justifica com o argumento de que este método permitirá mapear o censo efetivo da participação dominical na missa.
O comunicado da diocese, enviado ao 7MARGENS, refere ainda que este trabalho está a ser coordenado pela Comissão Diocesana do Novo Mapa, criada pelo bispo de Setúbal, cardeal Américo Aguiar, para estudar a reformulação dos limites das paróquias e outras jurisdições territoriais no espaço da diocese de Setúbal.
“Produzir um estudo aprofundado e multidisciplinar e uma proposta de nova organização administrativa do conjunto diocesano, com a sua fundamentação técnica e pastoral” é outro dos objetivos deste estudo, cuja preparação se iniciou em fevereiro deste ano, com a realização de um inquérito às paróquias.
Prevê-se que fique concluído até fevereiro de 2025, ainda durante as comemorações dos 50 anos da criação da diocese de Setúbal, criada pela bula Studentes Nos do Papa Paulo VI, a 16 de julho de 1975.









