Em Lisboa

Exposição de alunos evoca Aristides de Sousa Mendes

| 14 Jun 2022

Aristides de Sousa Mendes e visto concedido em 1940, foto Vatican News sem creditos

Aristides de Sousa Mendes e visto concedido em 1940. Foto © Vatican News.

 

Uma exposição preparada por alunos da escola Delfim Santos, de Lisboa, nas áreas de Português e Educação Visual, será inaugurada na manhã desta quarta-feira, 15, no Palácio Beau-Séjour (Estrada de Benfica, 368), na capital, pretendendo recordar a acção de Aristides de Sousa Mendes, que salvou milhares de judeus em fuga das perseguições nazis durante a Segunda Guerra Mundial e assinalando o dia da Consciência.

“Aristides de Sousa Mendes é uma figura inspiradora para muitos daqueles que, como nós, abraçam a causa dos direitos humanos”, justifica Clara Silva, secretária da direcção da ALEM (Associação Literatura, Literacia e Mediação), uma das entidades dinamizadoras do projecto.

O cônsul de Portugal em Bordéus, diz ainda esta responsável ao  7MARGENS, teve um gesto “profundamente consciente” de “ajudar todos quantos, face à ameaça nazi, queriam apenas salvar a vida” e isso não pode “ficar entre paredes”. Por isso, no âmbito da panteonização de Aristides de Sousa Mendes, esta iniciativa pretende dar a conhecer a acção de Aristides a um “cada vez maior número de portugueses”.

“Nada melhor, entendemos, do que começar pelos mais novos, os alunos das nossas escolas”, envolvidos não só pela ALEM, mas também pelo Agrupamento de Escolas das Laranjeiras, o Convento de São Domingos de Benfica, o Gabinete de Estudos Olissiponenses, a Fundação Aristides de Sousa Mendes e a família do cônsul.

O diplomata português pôs “em risco a sua carreira e a sobrevivência económica da família, não virou a cara e foi em frente”, diz Clara Silva. E a iniciativa da exposição, que ficará patente até 1 de Outubro, manifesta também essa convicção de que o seu “exemplo de nobreza de carácter, de solidariedade e de coragem” deve ser mais conhecido.

Além desta exposição, está prevista a celebração de uma missa na próxima sexta-feira, 17, às 10h30, no Convento de S. Domingos de Benfica (R. João de Freitas Branco, 12 – metro Alto dos Moinhos), e que será presidida pelo cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente

No Palácio Beau-Séjour, a exposição poderá ser vista de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h.

 

Sinodalidade como interpelação às Igrejas locais e à colegialidade episcopal

Intervenção de Borges de Pinho na CEP

Sinodalidade como interpelação às Igrejas locais e à colegialidade episcopal

Há quem continue a pensar que sinodalidade é mais uma “palavra de moda”, que perderá a sua relevância com o tempo. Esquece-se, porventura, que já há décadas falamos repetidamente de comunhão, corresponsabilidade e participação. Sobretudo, ignoram-se os princípios fundacionais e fundantes da Igreja e os critérios que daí decorrem para o ser cristão e a vida eclesial.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Breves

 

De 1 a 31 de Julho

Helpo promove oficina de voluntariado internacional

  Encerram nesta sexta-feira, 24 de Junho, as inscrições para a Oficina de Voluntariado Internacional da Helpo, que decorre entre 1 e 3 de Julho. A iniciativa é aberta a quem se pretenda candidatar ao Programa de Voluntariado da Organização Não Governamental para...

António Vaz Pinto (1942-2022): o padre dinamizador

Jesuíta morreu aos 80 anos

António Vaz Pinto (1942-2022): o padre dinamizador

Por onde passou lançava projectos, dinamizava equipas, deixava-as a seguir para partir para outras aventuras, sempre com a mesma atitude. Poucos dias antes de completar 80 anos, no passado dia 2 de Junho, dizia na que seria a última entrevista que, se morresse daí a dias, morreria “de papo cheio”. Assim foi: o padre jesuíta António Vaz Pinto, nascido em 1942 em Arouca, 11º de 12 irmãos, morreu nesta sexta-feira, 1 de Julho, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado desde o dia 8, na sequência de um tumor pulmonar que foi diagnosticado nessa altura.

Abusos sexuais: “Senti que não acreditavam em mim”

Testemunho de uma mulher vítima

Abusos sexuais: “Senti que não acreditavam em mim”

Na conferência de imprensa da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa, que decorreu quinta-feira, 30 de junho, em Lisboa, foram lidos três testemunhos de vítimas de abusos, cujo anonimato foi mantido. Num dos casos, uma mulher de 50 anos fala do trauma que os abusos sofridos lhe deixaram e de como decidiu contar a sua história a um bispo, sentindo ainda assim que a sua versão não era plenamente aceite como verdadeira.

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This