Guarda costeira italiana encontra sete corpos no Mediterrâneo
Sete migrantes, incluindo cinco mulheres, foram encontrados mortos no último domingo, 24 de novembro, por equipas de socorro, na sequência do naufrágio de um barco com cerca de 150 pessoas a bordo, próximo da ilha italiana de Lampedusa, no Mediterrâneo. Segundo a Guarda Costeira italiana, citada pelo Expresso, os corpos de três mulheres foram recuperados no mar por um barco-patrulha e outros dois cadáveres foram encontrados na praia por funcionários da alfândega.
As operações de resgate enfrentaram “difíceis condições do mar, com ondas de até dois metros de altura, mas também por causa do grande número de pessoas que caíram ao mar ao mesmo tempo”, diz o comunicado da Guarda Costeira. Segundo a Euronews, o chefe da missão da organização não-governamental espanhola Open Arms, Riccardo Gatti, apelou à Itália, por ser o porto seguro mais próximo, e a Malta para acolher os refugiados, “mas ainda não houve qualquer resposta”.
Desde de 2014, equipas militares portuguesas – Marinha, Polícia Marítima e Unidade de Controlo de Costa da GNR – resgataram mais de 14.151 migrantes das águas do Mediterrâneo, durante as várias operações conduzidas no sul de Espanha, de Itália e Grécia.
Na semana passada, foi noticiado que a Marinha Portuguesa já resgatou 1600 pessoas do mar, desde 2014, quando começaram os maiores fluxos de migrantes a atravessar o Mediterrâneo.
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