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Sessão de Apresentação de Contas da Jornada Mundial da Juventude (JMJ): ao centro, Américo Aguiar, cardeal e bispo da diocese de Setúbal; à direita, João Duque e Nuno Valério, professores do ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão) e à esquerda, o cónego Alexandre Palma, futuro presidente da Fundação JMJ e Gonçalo Patrocínio, tesoureiro da JMJ (Lisboa, 31.05.2024)

Apresentação de contas

JMJ deu 31 milhões de lucro, mas ainda não há destino para essa verba

Sessão de Apresentação de Contas da Jornada Mundial da Juventude (JMJ): ao centro, Américo Aguiar, cardeal e bispo da diocese de Setúbal; à direita, João Duque e Nuno Valério, professores do ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão) e à esquerda, o cónego Alexandre Palma, futuro presidente da Fundação JMJ e Gonçalo Patrocínio, tesoureiro da JMJ (Lisboa, 31.05.2024)

Da esquerda para a direita: Gonçalo Patrocínio (Fundação JMJ), padre Alexandre Palma (novo presidente da Fundação JMJ), cardeal Américo Aguiar (presidente cessante), João Duque e Nuno Valério (ISEG). Foto © José Alberto Catalão/7MARGENS.

 

Os mais de 31 milhões de euros de lucro provenientes da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) ainda não têm destino para a sua aplicação. O padre Alexandre Palma, que irá substituir o cardeal Américo Aguiar na presidência da Fundação JMJ disse apenas, nesta sexta-feira, na conferência de imprensa de apresentação das contas da Jornada, que o dinheiro pertence aos jovens e será investido na área da promoção da infância e da juventude.

“O valor angariado com o encontro será, posteriormente, aplicado no desenvolvimento de projetos de apoio a jovens, a implementar nos concelhos de Lisboa e Loures”, assegura a Fundação no documento de apresentação das contas, distribuído aos jornalistas. Na conferência de imprensa, Alexandre Palma garantiu que a Fundação prosseguirá a sua atividade focada nas áreas da infância e da juventude, e a educação, cultura e pastoral com jovens serão áreas de investimento. “Depende das solicitações e do diálogo a estabelecer com os parceiros”, referiu.

No total, havia 35,374 milhões de euros em caixa à data de 31 de dezembro de 2023. Um valor que Américo Aguiar salienta como “muito acima do que esperava”. “Durante [o ano de] 2023 foram obtidos rendimentos de 74,266 milhões de euros, mais 13,7% que o orçamentado e foram realizados gastos no valor de 43,075 milhões de euros”, explica a nota de imprensa. Depois de pagas as restantes despesas com a JMJ, ficaram 31,357 milhões de lucro.

Na sessão, participaram também dois professores do ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão, que agora usa a designação oficial, em inglês, de Lisbon School of Economics & Management). João Duque e Nuno Valério deram conta da avaliação do impacto económico da Jornada. As principais conclusões deste estudo demonstram que a JMJ contribuiu para um aumento a curto prazo do nível de atividade económica e do nível de emprego nacionais, para além de ter conduzido a um crescimento de pequeno alcance do nível de emprego.

À margem da visita ad limina que os bispos portugueses realizaram a Roma de 20 a 24 de maio, o patriarca de Lisboa, Rui Valério, destacou ainda que a JMJ “acompanhou diariamente” os bispos, por ter “sido tão marcante” e por “mostrar o rumo para o futuro” da Igreja. “A sua presença nos nossos diálogos, nos nossos encontros, não teve tanto que ver com o que foi, com o que aconteceu. A Jornada continua a ser uma chama que arde, na medida em que ela nos continua a mostrar o rumo para o futuro”, afirmou. “E esse rumo passa, necessariamente, por uma participação global de toda a Igreja, passa exatamente por esta consciencialização do primado da evangelização e passa, nomeadamente, por esta atenção aos jovens a partir dos jovens. Portanto, a JMJ esteve presente, foi sustentáculo das nossas reflexões, foi procura para encontrar referências para o caminho evangelizador e missionário que a Igreja – e concretamente a Igreja de Lisboa – quer continuar a trilhar”, referiu o patriarca.

A Jornada Mundial da Juventude teve lugar em Lisboa de 1 a 6 de agosto de 2023, tendo reunido mais de 400 mil peregrinos inscritos, incluindo voluntários e membros da Igreja vindos de todos os países do mundo, com exceção das Maldivas. Na celebração final com o Papa Francisco, calcula-se que terão participado mais de um milhão de pessoas.

 

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