AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

José Martins Júnior, Diocese do Funchal, Madeira, Política, Padres, Clero,
O padre José Martins Júnior fotografado após a gravação do podcast 7MARGENS, em abril de 2024. Foto © António Marujo

1938 - 2025

José Martins Júnior: o padre que serviu o povo de Deus e não (uma cert)a Igreja

| 13/06/2025

Dizem os seus conterrâneos que partiu “em paz, sereno, e — como sempre desejou — de pé”. Literalmente de pé, mas também, e mais importante, de pé no sentido figurado. Porque se há algo que quem conhecia bem o padre José Martins Júnior garante é que ele tinha “uma coluna vertebral inquebrável”, que sustentou toda uma vida ao serviço dos mais pobres e fragilizados, e que o ajudou a prosseguir essa missão quase sempre sob ataques e críticas, também (e sobretudo) vindas da hierarquia da Igreja Católica, que o manteve afastado por mais de 40 anos.

“É uma figura absolutamente insubstituível nas nossas vidas, um farol que continuará a iluminar o caminho da Ribeira Seca, de Machico e além-fronteiras”, pode ler-se na página de Facebook da comunidade da terra que o viu nascer, na ilha da Madeira.

Filho de um pescador — um “proletário”, como gostava de dizer — José Martins Júnior veio ao mundo a 16 de novembro de 1938, no seio de uma família modesta. De certa forma, também ele se tornou pescador, mas de homens, e nunca deixou de estar ao lado dos proletários, dos trabalhadores, do povo. Teria sido “um traidor” se se não fosse assim, como ele próprio explicou na entrevista que deu em abril do ano passado ao jornalista António Marujo, para o podcast 7MARGENS.

Em 1950, com 12 anos, ingressou no Seminário Diocesano do Funchal. Foi ordenado padre a 15 de agosto de 1962 e celebrou a primeira missa nessa mesma data, na igreja Matriz de Machico. Logo após a ordenação, começou a lecionar no Seminário Menor do Funchal, onde logo sobressaíram as suas capacidades pedagógicas e o seu interesse pela educação.

Mas em 1967 foi chamado para cumprir uma comissão de dois anos como capelão militar em Moçambique, durante a guerra colonial.  “Considero uma das maiores manchas da minha vida ter aceitado – fui obrigado também – ir para capelão militar”, afirmou na mesma entrevista, confidenciando a revolta que então sentia ao ver “o drama dos jovens portugueses lançados na floresta africana”, forçados a “alinhar com a matança de irmãos”.

“Devia ter desertado”, considerava o padre José Martins Júnior, assumindo-se como acérrimo defensor da paz, mas não a paz dos cemitérios: “uma paz dinâmica, de produção, de colaboração mútua… que é Evangelho, ao fim e ao cabo”.

Certo é que esta experiência em Moçambique foi determinante na formação da sua oposição ideológica à guerra e à ditadura de Salazar e viria a moldar o resto da sua vida.

 

Com os mais frágeis, numa “segunda África”

Padre Martins Júnior com a população da Ribeira Seca. Foto de arquivo

Quando regressou a Portugal, em 1969, foi de novo para a Ribeira Seca, porque “não podia voltar as costas àquele povo”. No fundo, tratava-se de “uma segunda África”, dizia, já que a sua freguesia era “muito pouco desenvolvida, sem estradas, sem água potável, sem luz elétrica”.

Nomeado pároco da então recém-criada paróquia da Ribeira Seca, a 22 de junho de 1969, Martins Júnior rapidamente se destacou como um líder comunitário ativo, organizando serões de teatro e poesia, promovendo o ensino da música (que era uma das suas grandes paixões e refúgios), criando um grupo de folclore e uma tuna, construindo a nova igreja paroquial e inaugurando a primeira escola primária da localidade, num anexo coberto com folhas de zinco. Tudo com ajuda do povo, aquele sem o qual dizia que “nada é feito”. Mas “não basta fazer com o povo”, acrescentava, “tem de ser pelo povo e para o povo”.

“Na Ribeira Seca, em dezanove meses avançaram-se quinhentos anos; os pobres decidiram, os analfabetos falaram, os surdos tocaram e os ricos esconderam-se; os professores ensinaram, os médicos curaram e um padre foi cristão como Cristo que mandou que nos amássemos uns aos outros”, resumiu a historiadora Raquel Varela no livro O Canto do Melro – A vida do Padre José Martins Júnior, publicado pela Bertrand Editora no ano passado.

E foi na luta pelos direitos do povo que Martins Júnior continuou a empenhar-se após o 25 de Abril de 1974. É que a liberdade não chegara a todos, muito menos às bordadeiras da Madeira, que recebiam salários baixíssimos, ou aos camponeses que ali eram sujeitos ao regime de colonia, “um regime pior do que feudal, em que o camponês era um escravo, um servo da gleba”, trabalhando a terra, dando o seu trabalho, os seus meios e ferramentas, e obrigado a entregar metade do que recolhia ao senhorio.

Por essa altura, estabeleceu amizade com alguns militantes da UDP (União Democrática Popular), partido então de extrema-esquerda, que no Machico se uniram à luta pelos direitos dos camponeses e o convidaram a candidatar-se como deputado. “Eu não queria ser do partido, nunca fui inscrito em nenhum partido, mas os meus ideais coincidiam com aquela ação de defesa dos camponeses”, justificou o padre Martins na entrevista para o podcast 7MARGENS.

Foi eleito para a Assembleia Regional em 1976, mas só ficou três meses. “Depois, dei o lugar a um trabalhador, a um pedreiro, e ele é que foi deputado durante quatro anos”, recordou.

 

Expulso pelos bispos “fascistas”, amado pelos paroquianos

padre Martins Júnior junto à igreja da Ribeira Seca. Foto DR

O padre Martins Júnior junto à igreja da Ribeira Seca. Foto: Direitos reservados

A luta pela justiça social valeu-lhe o amor da população local, mas não o da hierarquia católica. Logo em novembro de 1974, o bispo Francisco Santana tentou expulsá-lo da paróquia da Ribeira Seca com o apoio das forças policiais, mas os paroquianos opuseram-se, organizando vigílias e protestos durante mais de duas semanas. Durante este período, chegou mesmo a organizar-se uma manifestação junto ao Paço Episcopal do Funchal que culminou com a detonação de um engenho explosivo, conta o Funchal Notícias.

Mas em julho de 1977, quando se preparava para concelebrar com o então bispo da diocese, Francisco Santana, um crisma no qual seria também o padrinho de um jovem da sua paróquia, o prelado ordenou ao padre Martins que abandonasse a igreja e disse-lhe que iria suspendê-lo “ad divinis”, uma penalização que o impedia de celebrar missas e ministrar sacramentos. Esta suspensão seria depois reconfirmada em 1985 pelo novo bispo, Teodoro de Faria.

Apesar da suspensão, o padre Martins continuou a exercer as suas funções sacerdotais com o apoio inabalável dos seus paroquianos, assinala o Funchal Notícias, recordando que, em fevereiro de 1985, 40 polícias ocuparam a igreja da Ribeira Seca durante 18 dias, por ordem de Teodoro Faria e do então presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, levando o padre a celebrar missas nos campos para centenas de fiéis.

Sobre o bispo Francisco Santana, o padre José Martins Júnior não tinha dúvidas: “era um autêntico bandeirante do regime fascista, ele servia o fascismo” e “foi ele o grande criador deste regime que ainda subsiste na Madeira, do PSD”. Quanto a Alberto João Jardim, considerava que o padre da Ribeira Seca era “o seu grande adversário político” e costumava referir-se a ele como “um reles cubano”. “Foi muito duro… conluiados os dois fizeram-me patifarias autênticas”, recordava o presbítero em conversa com o jornalista António Marujo.

O povo, esse, continuava do seu lado. A prova é que, em 1989, candidatou-se e foi eleito presidente da Câmara Municipal de Machico pela UDP, com 49,68% dos votos. E foi reeleito em 1993, desta vez pelo PS (Partido Socialista), com 47,44% dos votos. No seu currículo político, destaca-se ainda a eleição como deputado à Assembleia Legislativa da Madeira por sete mandatos: quatro pela UDP e três pelo PS, tendo dado por terminada a sua atividade política ativa em 2007. Pelo meio, em 1995, recebeu das mãos do Presidente da República Mário Soares o grau de Comendador da Ordem de Mérito, um reconhecimento nacional do seu contributo para a democracia portuguesa.

Mas seriam precisos ainda mais doze anos para que, da parte da hierarquia da Igreja Católica, fosse revogada a pena de suspensão “ad divinis”.  A 16 de junho de 2019, o bispo Nuno Brás nomeou-o como administrador paroquial da Ribeira Seca, cargo no qual se manteve até fevereiro de 2023, quando tomou posse o novo pároco, o cónego Manuel Ramos.

 

“Ainda hoje espero julgamento do meu suposto crime”

Festa dos 81 anos do padre José Martins Júnior, na Ribeira Seca, a 16 de novembro de 2019. Foto © Elmino Mendonça

A decisão de Nuno Brás foi acolhida com júbilo pela maioria da população local, mas houve quem dissesse a Martins Júnior que não devia ter aceitado a decisão do bispo. “Eles tinham razão”, reconheceu o presbítero, acrescentando: “Entendi que se um bispo reabriu as portas eu deveria entrar, embora fosse mais correto ser julgado (…) Ainda hoje espero julgamento do meu suposto crime… Fui suspenso sem culpa formada, sem processo, e depois fui readmitido, recuperado, absolvido também sem qualquer processo jurídico-canónico”. Martins Júnior chegou a dizer ao atual bispo do Funchal: “Prefiro ser julgado e o povo também tem direito a saber qual foi o meu crime”.

Acabou por morrer sem esse julgamento. Faleceu repentinamente, em sua casa, na noite desta quinta-feira, 12 de junho. E partiu também sem terminar o projeto ao qual se dedicou nos últimos dois anos: o doutoramento em Estudos Globais, no âmbito do qual pretendia escrever a história do episcopado madeirense pós-25 de Abril.

“Não queria morrer sem fazer este trabalho, mas queria fazê-lo com bases científicas”, explicou o padre José Martins Júnior há pouco mais de um ano ao 7MARGENS. “Porque o que se passou na Madeira pós-25 de abril é uma segunda edição, para pior ainda, do que se passava entre o Salazar e o Cerejeira. As pessoas não sabem disto: o conluio, o incesto entre os dois poderes, politico e religioso, são de um escândalo anti-cristianismo do mais básico, do mais despudorado…”, sublinhou então.

 

Valeu a pena

padre Martins Júnior Foto DR

“Valeu a Pena ter estado ao lado do Povo e não ao lado do carreirismo religioso”, escreveu André Escórcio, inspirado nesta imagem do seu amigo. Foto: Direitos reservados

Talvez o trabalho já estivesse adiantado e venham ainda a ser conhecidos os frutos do mesmo. Seja como for, “valeu a pena” tudo aquilo que fez – e que foi tanto -, escreveu o professor e ex-vereador da Câmara Municipal do Funchal, André Escórcio, na sequência da notícia da sua morte. “Valeu a Pena a luta incompreendida pelo poder político; Valeu a Pena ter estado ao lado do Povo e não ao lado do carreirismo religioso; (…) Valeu a Pena a vergonhosa suspensão ‘ad divinis’, durante mais de quatro décadas, imposta por um bispo que contrariou a Palavra por amor ao poder político; Valeu a Pena, por paradoxal que pareça, o cerco à Igreja da Ribeira Seca; Valeu a Pena a sua inteligente luta contra os bispos Teodoro e Carrilho; Valeu a Pena não ter sido ‘produto transacionável’; Valeu a Pena não confessar ditos ‘pecados’, antes pedir aos irmãos que, junto de alegados ofendidos, estabelecessem a concórdia; Valeu a Pena ter sido professor semeando a esperança; (…) Valeu a Pena ter sido autarca e o deputado da denúncia contextualizada com a Palavra; Valeu a Pena ter sido humilde porque, por aí, foi grande; Valeu a Pena, porque ‘tudo o que no Padre Martins Júnior – de Machico – é passado nos convoca para o futuro'”.

Nas redes sociais, multiplicam-se as reações que confirmam isso mesmo, vindas dos mais diversos quadrantes políticos, culturais e da sociedade civil. “Perdi hoje um Amigo improvável. (…) Guardo da sua pessoa muitas contradições e controvérsias, mas acima de tudo um enorme apego às suas raízes e gentes de Machico e uma luta incessante por mais justiça social. É uma personalidade incontornável do século XX, na Madeira e parte num tempo em que ainda se assinala o meio século do 25 de abril e se preparam as comemorações dos 50 anos da Autonomia”, escreveu por seu lado José Manuel Rodrigues, militante do CDS-PP desde tenra idade e atual secretário regional de economia.

Da parte da Diocese do Funchal um curto comunicado  reconhece que Martins Júnior “foi um sacerdote que, ao longo da sua vida, defendeu o seu projeto para a Madeira e para o povo madeirense, e no qual muitos se reviram”.

Já a emotiva publicação na página da comunidade da Ribeira Seca resume-o assim: “É o verdadeiro, e eterno, líder da Ribeira Seca. A sua presença moldou gerações, ergueu consciências e deu voz a uma comunidade que, com ele, aprendeu o valor da Dignidade, da Cultura e da Justiça. Fica a obra, que é grande. Ficam todas as sementes que espalhou ao longo da vida”.

E ele próprio, na última última missa que celebrou como pároco, a 5 de fevereiro de 2023, resumiu deste modo o seu percurso: “servi o povo de Deus e não a Igreja Católica”. Mas se a Igreja Católica é, por definição, o povo de Deus, então o padre José Martins Júnior também a serviu. Só não serviu uma certa Igreja: aquela que até se ajoelhava “em fofas almofadas vermelhas”, mas nunca soube — ao contrário dele — colocar-se ao serviço.

Agora, para muitos, perante tamanha ausência, faltam as palavras. Podem pedi-las emprestadas ao padre Martins Júnior, concretamente as deste poema que escreveu em homenagem a Zeca Afonso e que partilhou num dos últimos posts que publicou no seu blogue Senso & Consenso:

Nem mausoléu nem flores
Nem mesmo campa rasa
Nem tubas nem tambores
Não me tragam rosas bem-me-queres
Porque eu não estou aqui
Nunca foi esta a minha casa

Vagueio errante mas não errado
E estou sempre onde estiveres
Do outro lado
Onde o sol corta a vidraça negra opaca
Dos humanos covis

Eu estou em ti
Tu és o meu país
Que desbravo e cavo
Para encontrar
Vermelho como um cravo
O corpo morto do meu povo cativo

Se o trouxeres quente redivivo
Eu estou lá
E levas-me contigo
Sem medo e ‘maior que o pensamento’
porque és tu aquele amigo
Que eu chamo a cada momento

Sou eu que te procuro
E pego no teu braço
Para esconjurar o fosso escuro
Dos tarrafais fechados nas ruas
Nas fábricas nos montes nos rios a-céu-aberto
No casebre ou na vivenda onde tu moras

Se avisares a ‘malta do que faz falta’
Se afrontares os ‘vampiros’ de todas as horas
A tua voz será mais alta
Que as mais sonoras
Baladas ‘verde maio verde milho’
Deste migrante ‘andarilho’

Não me tragam mais troféus
Nem me lembrem mais os pides as prisões
Nem palmas nem medalhões

Porque eu ando por aí
Em tudo o que canta
Em tudo o que clama
Em tudo o que se alevanta
E olhando o sol sorri
Eu não morri
Porque vivo em ti

 

O 7MARGENS vive exclusivamente do apoio dos leitores.
Faça um donativo: https://setemargens.com/apoiar
Inscreva-se para receber a nossa newsletter gratuita: https://setemargens.com/assinar
Partilhe os nossos textos na sua página de Facebook, Instagram ou Twitter.
Escreva-nos: setemargens@setemargens.com

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Violência obriga Igreja Católica da Nigéria a fechar escolas, hospital e paróquia

Cristãos ameaçados

Violência obriga Igreja Católica da Nigéria a fechar escolas, hospital e paróquia novidade

Uma paróquia, três escolas e um hospital católicos vão permanecer encerrados por tempo indeterminado em Ihugh, no estado de Benue, na Nigéria, depois de sucessivos ataques, incêndios e ameaças terem levado a diocese de Gboko a concluir que já não podia garantir a segurança de padres, religiosos, professores, profissionais de saúde, alunos e doentes.

Ter emprego não chega, habitação pesa: estudos mostram que a pobreza persiste em Portugal

Investigações Nova SBE e EAPN

Ter emprego não chega, habitação pesa: estudos mostram que a pobreza persiste em Portugal novidade

Quase uma em cada dez pessoas vive em Portugal numa situação de pobreza persistente, perto de metade dos adultos pobres tem emprego e, quando são descontados os custos com a habitação, mais de um quarto da população fica abaixo do limiar de pobreza. Estes são alguns dos dados mais significativos de dois estudos sobre pobreza divulgados esta semana.

Uma característica sinodal é escutar os outros

[Entre Margens]

Uma característica sinodal é escutar os outros novidade

“Não é possível encontrar nos evangelhos “ipsissima verba”, os ditos de Jesus, nem narrativas absolutamente fidedignas dos factos protagonizados por Jesus, o que não nos impede de aceder ao fundamental do que Jesus pretendia revelar-nos. Nem tudo nos evangelhos é, objetivamente, verosímil e plausível, porque a produção dos textos era condicionada pelos constrangimentos culturais das comunidades. Mas tudo neles tem um significado. É o significado que deve procurar-se.”

Papa está a recuperar bem e envia mensagem aos participantes sobre a Amoris Laetitia

Pós-operatório

Papa está a recuperar bem e envia mensagem aos participantes sobre a Amoris Laetitia

A Sala de Imprensa da Santa Sé informou hoje, 14 de outubro, que o Papa realizou os exames de sangue e a radiografia ao tórax programados após a cirurgia a que foi submetido na noite de 13 de outubro para remover o lobo inferior do pulmão direito. A operação, que permitiu confirmar o diagnóstico de cancro, durou uma hora e meia e obrigou o Papa a permanecer no bloco operatório por cerca de três horas.

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.