O cartaz do movimento Maria 2.0, de mulheres católicas alemãs, que pede igualdade na Igreja. Ilustração Lisa Kõtter.

Nas vésperas da assembleia plenária da Conferência Episcopal Alemã, que começa esta segunda-feira, 23 de Fevereiro, o movimento de mulheres Maria 2.0 colocou hoje nas portas de muitas centenas de catedrais e igrejas de norte a sul da Alemanha um cartaz com “7 teses por uma Igreja viva”.

“Com a afixação destas teses em toda a Alemanha queremos chamar a atenção para situações insuportáveis no seio da Igreja Católica e reforçar as nossas exigências de reformas para uma Igreja de futuro, irmã e plural”, explica o movimento.

As mulheres exigem a igualdade de direitos e de dignidade, traduzida entre outras questões no acesso de todas as pessoas a todos os ministérios na Igreja; exigem a participação no poder, como expressão da responsabilidade comum pela missão da Igreja; mais transparência e mais respeito por todas as vítimas de violência e abuso sexual no seio da Igreja; uma reformulação da moral sexual (“a moral sexual que continua a ensinar-se é alheia à vida e discriminatória”); a abolição do celibato obrigatório; maior sentido de responsabilidade e de sustentabilidade na administração dos bens materiais da Igreja; mais proximidade à vida e relevância no discurso da Igreja.

Com esta manifestação pública, as mulheres do movimento Maria 2.0 seguem de perto os temas do Caminho Sinodal em curso na Igreja alemã. A ideia da afixação nas portas das igrejas evocou o famoso gesto de Lutero, ao afixar as suas 95 teses de reforma nas portas da Igreja de Wittenberg. A vontade de reforma é a mesma.

 

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