
O plano que permitirá aos participantes chegar ao Parque do Tejo e do Trancão estará pronto até final de Março, garantiu Ana Catarina Mendes no Parlamento. Foto: Direitos reservados.
A ministra adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, garantiu nesta terça-feira que o plano de mobilidade para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) “será apresentado até ao final do mês de Março”.
Numa intervenção perante a Comissão Parlamentar da Administração Pública, Ordenamento do Território e Poder Local, a ministra destacou a importância do acontecimento para o país. Citada pelo Público, Ana Catarina Mendes disse que Portugal pode receber “até dois milhões de pessoas” durante a JMJ, que se realiza em Lisboa de 1 a 6 de Agosto próximo, garantindo que haverá “um reforço dos transportes públicos”, estando a ser pensada a criação de um passe de transportes especial para os participantes na jornada. Até esta terça-feira, estão inscritos 495 mil participantes, no registo de pré-inscrição.
A ministra disse ainda, de acordo com a mesma fonte, que o plano de segurança está “em fase avançada”, mas não há, para já, detalhes sobre o plano de saúde.
No Governo, a ministra adjunta tem a responsabilidade pela JMJ e por isso fez questão de corrigir o que considera imprecisões que têm vindo a público: o Estado investirá, na jornada, “até 26 milhões de euros”, dos quais seis são destinados à remoção dos contentores, concluída nesta terça-feira, 28.
Segundo a Lusa, citada pela Renascença, a ministra garantiu ainda que todos os contratos celebrados no âmbito da JMJ são ou serão fiscalizados pelo Tribunal de Contas (TC), sendo acompanhados “nos 10 dias seguintes” à celebração, apesar de o Orçamento de Estado prever a possibilidade de ajustes directos.
Ana Catarina Mendes revelou ainda, de acordo com o Público, que a RTP realizará 30 filmes sobre Portugal, que serão exibidos durante a jornada
Questionada sobre o facto de o contrato do coordenador do grupo de projecto para a JMJ, José Sá Fernandes, se prolongar até ao final de 2024, a ministra justificou-o com a requalificação da zona após o evento. “Estas coisas demoram e é preciso prestar contas”, acrescentou. Não esclareceu, porém, se os ordenados mensais dos membros do gabinete rondam os 30 mil euros, como tem sido noticiado.
A JMJ, o maior acontecimento organizado pela Igreja Católica, conta com a presença do Papa Francisco nos últimos três dias, pelo menos: sexta-feira decorre a Via-Sacra, sábado à noite há uma vigília de oração e música, e no domingo o Papa preside à missa final.









