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Interior da Igreja Católica de Santo André em Roanoke, Virgínia, EUA. Foto © Joe Ravi, CC BY-SA 3.0 , via Wikimedia Commons.
O declínio, particularmente entre as igrejas cristãs, já se registava nas últimas décadas do século XX. Interior da Igreja Católica de Santo André em Roanoke, Virgínia, EUA. Foto © Joe Ravi, CC BY-SA 3.0 , via Wikimedia Commons.

Estudo do Pew Center

EUA: estagnou declínio das religiões, mas jovens tendem a praticar menos

| 14/12/2025

Os dados relativos às mais recentes tendências da relação dos adultos dos Estados Unidos da América com a religião denotam uma relativa estabilização, segundo uma análise que o Pew Research Center (PRC) daquele país acaba de tornar pública.

Esta informação, construída a partir de uma amostra de 37 mil indivíduos, reveste-se de significado, porquanto a estabilização apontada, relativa aos últimos cinco anos, se segue a um período de queda clara da filiação nas igrejas cristãs, nas últimas décadas, e a um crescimento significativo dos que se dizem sem religião. Pelo contrário, a informação recolhida não aponta para o ressurgimento do interesse da faixa dos jovens adultos pela religião.

O declínio, particularmente entre as igrejas cristãs, já se registava nas últimas décadas do século XX, segundo aquela agência de recolha e tratamento de dados sobre a sociedade estado-unidense. Em 2007, a parte dos cristãos (maioritariamente protestantes) no conjunto dos adultos dos EUA representava cerca de 78 por cento, tendo caído para 64 por cento no final da segunda década deste século (apenas 13 anos depois). A partir daí, a curva descendente parou e iniciou-se uma linha mais ou menos plana até ao corrente ano, situando-se em 62 por cento em 2025.

Neste intervalo temporal, os adultos do país ligados a outras religiões andaram sempre entre os 7 e 8 por cento, enquanto os que se definem como não tendo religião (ateus, agnósticos, crentes sem religião), que tinham tido uma ascensão notória, chegaram aos 28 por cento em 2020 e nessa fasquia estacionaram até 2025.

O mesmo padrão de linha plana parece existir, desde 2020 até ao presente, para as práticas religiosas, tais como a oração diária, frequência do culto religioso ou grau de importância dado à religião na vida quotidiana.

Parece evidente existir uma tendência global para o declínio da dimensão religiosa na vida das diferentes gerações, com o passar dos anos. Porém, considerando as coortes etárias (os que nasceram em sucessivas faixas temporais), regista-se um assinalável desfasamento geracional. “As gerações mais antigas (ou seja, pessoas nascidas no mesmo período) tendem a ser muito religiosas. À medida que as pessoas dessas gerações vão falecendo, são substituídas na população por gerações mais jovens de adultos que são muito menos religiosas”, explica o estudo do PRC.

Ao contrário, do que sugeriram alguns trabalhos publicados em meios de comunicação social, que sugeriam poder estar a acontecer um “renascimento religioso entre os jovens adultos”, especialmente do sexo masculino, nos EUA, as pesquisas desta agência, cruzadas com estudos de outras instituições, “não mostram qualquer evidência clara” de tal fenómeno nos EUA.

Entre este grupo etário, nascido entre 1995 e 2002, 55 por cento identificam-se com alguma religião (eram 57 por cento em 2020). Destes, 30 por cento dizem rezar todos os dias (na geração mais velha considerada, nascida entre 1955 e 1964, essa percentagem é quase o dobro – 59 por cento). Por outro lado, enquanto, deste grupo mais velho, 43 por cento dizem frequentar o culto ao menos uma vez por mês, entre os mais jovens isso só acontece com 26 por cento.

Em contrapartida, quanto à importância dada à religião no quotidiano, este grupo mais jovem mostra-se mais religioso do que o da geração mais nova seguinte, a dos nascidos em 2003 e anos seguintes.

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