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Artigos de Filipe Moisés
Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

No próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].

Sérgio Godinho tocou-nos no ombro e a marca ficou lá

Cantautor faz 81 anos

Sérgio Godinho tocou-nos no ombro e a marca ficou lá

São raros aqueles que sabem traduzir em palavras e de forma tão sublime os vários estágios da vida pelos quais invariavelmente todos passamos. O Sérgio Godinho é para mim essa inexplicável exceção, a quem a palavra é profundamente fiel às regras do jogo da existência, encontrando em cada compasso musical o ritmo que se faz sopro, dando-lhe assim o sentido necessário para chegar até nós. [Texto de Filipe Moisés].

Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

O algoritmo da emoção

Não demos conta, mas o sistema neoliberal em que assenta toda a estrutura política mundial preparou-nos faz tempo para este “admirável” mundo novo em descontrolo. A base em que está montada a Inteligência Artificial (IA), define-se, nos objetivos e nos métodos, na mesma base já impregnada no coração humano dos tempos atuais, quer no que tem de bom, quer no que tem de mau. [Texto de Filipe Moisés].

Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

Há alternativa: é preciso falar de Paz!

Vivemos um período de profunda deformação dos valores humanistas. Perante um cenário dantesco que se desdobra ao fio da espada, os poderosos deste Mundo decidem violar o direito internacional, subvertendo-lhe o sentido, enquanto sujam as mãos com sangue inocente (…) [Texto de Filipe Moisés].

Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

“Não te vou abandonar, como eles fizeram contigo”

A história de vida do Miguel Salazar é um murro no estômago para todos aqueles que ainda têm mínimos de empatia em relação ao próximo. Maltratado pela própria mãe por ter assumido a sua orientação sexual, o Miguel ouviu gritos, levou tareias, puxões de cabelo, ameaças de expulsão de casa e de ainda mais agressões caso insistisse em defender o direito à sua dignidade. [Texto de Filipe Moisés].

Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

A divina imperfeição

Caminhava pelo Porto, quando me deparei com os azulejos de uma fachada, que observei e fotografei. Nenhum deles era igual. Todos tinham pequenos pormenores que os diferenciavam, mas, no seu conjunto e visto ao longe, o efeito visual do painel de azulejos parecia perfeito.

Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

A neutralidade dos camaleões

Os períodos eleitorais interpelam-nos a debater política e a pensá-la; porém, é fora dos períodos eleitorais que devemos maturar e aprofundar as nossas posições políticas. Enquanto cidadãos responsáveis pelo exercício dos nossos deveres em sociedade, somos chamados a politizar-nos e isso implica olhar as temáticas que nos rodeiam com profundidade. [Texto de Filipe Moisés].

Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

A coragem da disrupção

A incapacidade de nos ouvirmos em comunidade é um dos dilemas do nosso tempo. Ouvir implica, desde logo, uma ponte: exige abertura ao outro, mesmo quando essa abertura não implica concordância absoluta. A escuta não pode ser subserviente nem pretensamente neutra, porque quem escuta traz consigo convicções, história e legitimidade para também ser ouvido. [Texto de Filipe Moisés].

Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

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No próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].

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Cantautor faz 81 anos

Sérgio Godinho tocou-nos no ombro e a marca ficou lá

São raros aqueles que sabem traduzir em palavras e de forma tão sublime os vários estágios da vida pelos quais invariavelmente todos passamos. O Sérgio Godinho é para mim essa inexplicável exceção, a quem a palavra é profundamente fiel às regras do jogo da existência, encontrando em cada compasso musical o ritmo que se faz sopro, dando-lhe assim o sentido necessário para chegar até nós. [Texto de Filipe Moisés].

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Não demos conta, mas o sistema neoliberal em que assenta toda a estrutura política mundial preparou-nos faz tempo para este “admirável” mundo novo em descontrolo. A base em que está montada a Inteligência Artificial (IA), define-se, nos objetivos e nos métodos, na mesma base já impregnada no coração humano dos tempos atuais, quer no que tem de bom, quer no que tem de mau. [Texto de Filipe Moisés].

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[Entre Margens]

Há alternativa: é preciso falar de Paz!

Vivemos um período de profunda deformação dos valores humanistas. Perante um cenário dantesco que se desdobra ao fio da espada, os poderosos deste Mundo decidem violar o direito internacional, subvertendo-lhe o sentido, enquanto sujam as mãos com sangue inocente (…) [Texto de Filipe Moisés].

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“Não te vou abandonar, como eles fizeram contigo”

A história de vida do Miguel Salazar é um murro no estômago para todos aqueles que ainda têm mínimos de empatia em relação ao próximo. Maltratado pela própria mãe por ter assumido a sua orientação sexual, o Miguel ouviu gritos, levou tareias, puxões de cabelo, ameaças de expulsão de casa e de ainda mais agressões caso insistisse em defender o direito à sua dignidade. [Texto de Filipe Moisés].

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Caminhava pelo Porto, quando me deparei com os azulejos de uma fachada, que observei e fotografei. Nenhum deles era igual. Todos tinham pequenos pormenores que os diferenciavam, mas, no seu conjunto e visto ao longe, o efeito visual do painel de azulejos parecia perfeito.

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Os períodos eleitorais interpelam-nos a debater política e a pensá-la; porém, é fora dos períodos eleitorais que devemos maturar e aprofundar as nossas posições políticas. Enquanto cidadãos responsáveis pelo exercício dos nossos deveres em sociedade, somos chamados a politizar-nos e isso implica olhar as temáticas que nos rodeiam com profundidade. [Texto de Filipe Moisés].

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A incapacidade de nos ouvirmos em comunidade é um dos dilemas do nosso tempo. Ouvir implica, desde logo, uma ponte: exige abertura ao outro, mesmo quando essa abertura não implica concordância absoluta. A escuta não pode ser subserviente nem pretensamente neutra, porque quem escuta traz consigo convicções, história e legitimidade para também ser ouvido. [Texto de Filipe Moisés].

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