AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Juan Abelardo Mata Guevara, bispo Nicarágua
O salesiano Juan Abelardo Mata Guevara, bispo emérito da diocese de Estelí (Nicarágua), de 80 anos, detido pela polícia no final de Junho. Foto: Direitos reservados, via Artículo 66

Desaparecimento forçado?

ONU quer saber onde está o bispo nicaraguense Abelardo Mata

| 24/07/2026

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, manifestou publicamente preocupação pelo paradeiro e estado de saúde do bispo Abelardo Mata Guevara, de 80 anos, que foi detido pelo regime de Daniel Ortega e da sua mulher Rosario Murillo, na Nicarágua, em 29 de junho último.

Este foi apenas um dos vários casos e acontecimentos recentes daquele país da América Central que, segundo Volker Türk, apontam na mesma direção: “dificultam o pleno exercício dos direitos civis e políticos da população, incluindo ameaças de proibir a participação em eleições de pessoas com opiniões políticas divergentes”.

No último domingo, Daniel Ortega, fez declarações em que anunciava a intenção de acabar com eleições multipartidárias, em que participem indivíduos e grupos não concordantes com a linha oficial do regime (e que, por isso, são considerados “traidores à pátria”).

Segundo o Alto Comissário, no início deste mês, o Governo “revogou abruptamente as credenciais de vários advogados sem fundamento legal ou explicação oficial”. Por outro lado, pelo menos 46 pessoas permanecem detidas arbitrariamente por motivos políticos.

“Estes acontecimentos recentes acentuam ainda mais as graves restrições às liberdades fundamentais, o desmantelamento do espaço cívico e a constante erosão do Estado de Direito”, observou o responsável da ONU, acrescentando que o poder está a concentrar-se cada vez mais na copresidência.

De facto, segundo aquela estrutura das Nações Unidas, o partido no poder mantém o controle total do Parlamento, de todos os municípios e dos conselhos regionais das costas norte e sul do Caribe. Organizações da sociedade civil, por outro lado, relataram que até um quarto dos 18 territórios indígenas foram afetados por concessões de mineração e extração, muitas das quais “foram concedidas sem a devida consulta para obter o consentimento livre, prévio e informado dos povos indígenas”. O espaço cívico está praticamente fechado e a expressão independente de ideias e opiniões é sistematicamente reprimida.

O bispo Abelardo Mata foi o último prelado da diocese de Estelí, encontrando-se neste momento na situação de emérito, com 80 anos e problemas de saúde. Segundo fontes locais, foi detido em 29 de junho e, depois de prestar declarações, a informação difundida foi que se encontrava em regime de residência vigiada. No entanto, duas semanas depois, bispos de países da América Central lançaram o alerta sobre o desaparecimento forçado, exigindo das autoridades que dessem provas de que ele se encontra vivo e com saúde.

O Alto Comissário da ONU apelou às autoridades do país a que “libertem imediatamente todas as pessoas detidas de forma arbitrária e garantam que todos os privados de liberdade sejam tratados com humanidade e dignidade, em conformidade com as obrigações internacionais da Nicarágua em matéria de direitos humanos”, declarou Türk.

 

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Bispos portugueses debatem crise da habitação, processo sinodal e proteção de menores

Reunidos em Fátima na próxima semana

Bispos portugueses debatem crise da habitação, processo sinodal e proteção de menores novidade

A crise da habitação e as condições de vida dos portugueses vão estar entre os temas de reflexão da 216.ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que arranca na próxima segunda-feira, 9 de novembro, em Fátima. Os trabalhos incluem ainda o ponto da situação do processo sinodal, a definição de uma nova fase do processo de proteção de menores e adultos vulneráveis e uma reflexão na sequência do encontro de outubro, em Roma, sobre a exortação apostólica Amoris laetitia.

Entre a linguagem do púlpito e a ‘voz’ da sacristia

Imprensa católica no PREC

Entre a linguagem do púlpito e a ‘voz’ da sacristia novidade

A comunicação social originou os maiores confrontos, durante e após o PREC, entre a hierarquia da Igreja Católica e vários Governos. Mas nem sempre por causa dos jornais diocesanos e dos boletins paroquiais que foram a sua voz mais dileta – sustentou o jornalista e investigador Alexandre Manuel na sua intervenção no colóquio Liberdade de imprensa: revolução e democracia em Portugal, organizado pelo Centro de Estudos de História Religiosa em parceria com o 7MARGENS.

Missão aMar em Porto Belo: agindo Deus, quem impedirá?

[Testemunho]

Missão aMar em Porto Belo: agindo Deus, quem impedirá? novidade

Ultrapassando os receios e as dificuldades logísticas e financeiras, fomos preparando a missão e finalmente pudemos partir para o Brasil no dia 24 agosto, para continuar a servir e a pescar. Sim, em certo sentido, também somos “pescadores de homens” como o nosso patrono São Pedro, e fomos impelidos pela urgência do apelo de Jesus “vai e reconstrói a Minha Igreja”, dirigido a São Francisco de Assis e a todos nós, que somos a Igreja. [Testemunho do padre Tiago Fonseca]

Que propósito último, enquanto Humanidade, devemos perseguir?

[Entre Margens]

Que propósito último, enquanto Humanidade, devemos perseguir? novidade

Sem prejuízo dos propósitos particulares que, em liberdade, cada ser humano tem direito a perseguir, julgo que há propósitos comuns que têm a ver, desde logo, com a preservação dessa mesma liberdade. Se há um ou mais propósitos comuns à espécie, eles têm a ver, precisamente, com aquilo que torna a vida do ser humano, não apenas possível, mas significativa e com sentido. [Texto de Rúben Azevedo].

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.