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Comungar na mão e omitir gesto de paz, recomendam os bispos para as missas

| 03/03/2020

Comungar na mão e omitir gesto de paz, recomendam os bispos para as missas

by | 3 Mar 20

Comunhão numa missa: agora, deve passar a ser sempre na mão, recomendam os bispos. Foto Mateus Campos Filipe/Unsplash

 

O conselho permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) divulgou uma nota em que recomenda “algumas medidas de prudência” nas celebrações e espaços litúrgicos, para prevenir contágios com o novo coronavírus, o Covid-19. Os bispos dão os exemplos de dar a comunhão na mão, omitir o gesto da paz e não usar água nas pias de água benta.

As recomendações surgem depois de outras “situações semelhantes e em sintonia com outras conferências episcopais e dioceses, e para evitar situações de risco”, justifica o texto.

A nota foi divulgada segunda-feira ao final da tarde, depois da reunião do conselho permanente da CEP, em Fátima. No texto, os bispos apelam ainda “à serenidade e ao incremento da prevenção nos cuidados de higiene” e ao seguimento estrito das indicações e normas” da Direcção-Geral de Saúde”.

O surto deste novo vírus já provocou o adiamento, para Novembro, do encontro A Economia de Francisco, que estava previsto para o final deste mês, em Assis (Itália). Também o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) decidiu adiar as reuniões dos comités executivo (prevista para Junho) e central (que deveria decorrer entre 18 e 24 de Março) para 16-25 de Agosto.

“A decisão é de prudência, levando em conta todas as informações relevantes e avaliando os riscos totais para os participantes, o CMI como organização, a integridade de uma reunião dos órgãos dirigentes nessas circunstâncias, e para a saúde de todos os envolvidos em tal reunião, directa ou indirectamente”, justificou a moderadora do CMI, Agnes Abuom, citada pelo serviço de notícias do Conselho.

Em Portugal, estão confirmados quatros casos da doença, depois de mais dois confirmados nesta terça-feira. Em todo o mundo, o balanço, até agora, ultrapassa já os três mil mortos, a maioria dos quais na China.

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