
Bombeiros procuram sobreviventes nos destroços em Chernigiv. Foto © Ministério dos Assuntos Internos da Ucrânia
A Amnistia Internacional e a Human Rights Watch (HRW) encontram-se numa lista de 15 organizações estrangeiras cujo registo o Ministério da Justiça da Rússia anunciou ter revogado.
Esta decisão foi anunciada sexta-feira, 8, dias depois de a HRW, com sede em Nova Iorque, divulgar que tinha encontrado “vários casos de forças militares russas a cometer violações das leis de guerra” na Ucrânia.
Como é público, a Rússia, apesar de todas as evidências e confirmações, continua a negar ter cometido crimes de guerra ou ter atingido alvos civis, acusando os próprios ucranianos por esses atos.
Em declarações à Reuters, que dá esta notícia, responsáveis da HRW disseram que “há pouca dúvida de que a decisão foi uma resposta” à reportagem que publicou sobre a guerra na Ucrânia”.
Uma sucursal da Fundação Rosa Luxemburgo, a Fundação Aga Khan e o Instituto de Educação Internacional estão também na lista de organizações que Moscovo ilegalizou.
Nesse rol estão ainda incluídas nove organizações alemãs, três dos Estados Unidos, uma da Grã-Bretanha, uma da Polónia e uma da Suíça.
Recorde-se que a Federação Russa decidiu, em 15 de março último, abandonar o Conselho da Europa, uma instituição internacional que tem precisamente nos direitos humanos um dos seus principais eixos de ação. No dia seguinte, o Comité dos ministros do Conselho decidiu revogar a adesão daquela Federação, com efeitos imediatos.









