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Conselho Geral da Cáritas apontou para a falta de apoios sociais. Foto © Cáritas Diocesana do Funchal

Conclusões do Conselho Geral

Cáritas lamenta falta de «apoios públicos para a ação social»

Conselho Geral da Cáritas apontou para a falta de apoios sociais. Foto © Cáritas Diocesana do Funchal

Conselho Geral da Cáritas apontou para a falta de apoios sociais. Foto © Cáritas Diocesana do Funchal

 

A Cáritas Portuguesa lamentou, em comunicado divulgado hoje, a falta de “apoios públicos para a ação social”, uma posição tomada após o Conselho Geral da organização católica. “Num momento de partilha de realidades e de expectativas face às dificuldades esperadas para o ano de 2023, o conselho manifestou a sua preocupação provocada pela insuficiência de apoios públicos para a ação social e uma manifesta dificuldade de diálogo e articulação, nomeadamente, por parte do Instituto da Segurança Social”, refere o documento conclusivo, enviado às redações.

A Cáritas Portuguesa considera que “esta situação dificulta uma ação social com dignidade para os mais vulneráveis”.

O Conselho Geral da Cáritas decorreu desde sexta-feira, na Diocese do Funchal, reunindo representantes de 17 das 20 Cáritas Diocesanas.

Esta manhã, o encontro abordou o “impacto do movimento crescente do fluxo migratório” em Portugal e debateu o papel da Cáritas nesta intervenção. “Ficaram evidenciadas como principais dificuldades a habitação seja pelos valores elevados, como pela sua precariedade; a desresponsabilização dos serviços públicos e o difícil acesso ao emprego”, assinalam os participantes.

O encontro incluiu um encontro com o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, o qual destacou o trabalho realizado pela Cáritas, e uma conferência com a participação de entidades da cidade do Funchal e de toda a região, proferida por José Manuel Rodrigues, presidente da Assembleia Legislativa Regional da Madeira.

D. José Traquina, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, abriu os trabalhos realçando o empenho da rede nacional Cáritas, considerando-a “uma marca credível de cuidado”.

Já a presidente da Cáritas Portuguesa, Rita Valadas, apontou aos “muitos tipos de pobreza provocados por um arrastar de crises”, que os membros da organização católica são “desafiados a vencer”.

A sessão de abertura contou com um momento de homenagem de agradecimento à família Artur Barreto, que desde 1980 é benemérita da rede Cáritas, em particular das dioceses do Funchal, Lisboa, Leiria-Fátima e Setúbal. No ano de 2023, a Semana Nacional Cáritas irá decorrer entre os dias 5 e 12 de março e o Concelho Geral reafirmou como tema central ‘Cáritas, o Amor que Transforma’.

O Conselho Geral terminou com a celebração eucarística, presidida por D. Nuno Brás, bispo do Funchal, e incluiu o gesto simbólico de entrega da Luz da Paz associado à campanha de Natal ‘10 Milhões de Estrelas – Um Gesto pela Paz’.

 

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