
Cartum, capital do Sudão. A China, a Rússia, a Sérvia, a Turquia, os Emirados Árabes Unidos e o Iémen continuam a exportar armas e munições em massa para o Sudão que são “colocadas nas mãos de combatentes acusados de violações do direito internacional humanitário e dos direitos humanos”. Foto © Direitos Reservados
A China, a Rússia, a Sérvia, a Turquia, os Emirados Árabes Unidos e o Iémen continuam a exportar armas e munições em massa para o Sudão que são “colocadas nas mãos de combatentes acusados de violações do direito internacional humanitário e dos direitos humanos” lê-se num novo relatório da Amnistia Internacional divulgado no dia 29 de julho.
“O fluxo constante de armas para o Sudão continua a causar a morte e o sofrimento de civis a uma escala imensa. (…) Seguimos metodicamente uma série de armas letais – que incluem pistolas, caçadeiras e espingardas – que estão a ser utilizadas no Sudão pelas forças beligerantes” – afirma Deprose Muchena, diretor da Amnistia Internacional para o Impacto Regional dos Direitos Humanos. “É claro que o embargo de armas existente, que neste momento se aplica apenas ao Darfur, é totalmente inadequado e deve ser atualizado e alargado para abranger todo o Sudão. Esta é uma crise humanitária que não pode ser ignorada. À medida que a ameaça de fome se aproxima, o mundo não pode continuar a falhar para com os civis no Sudão”, acrescenta.
Deprose Muchena não tem dúvidas: “O Conselho de Segurança da ONU deve alargar urgentemente o embargo de armas ao resto do Sudão e reforçar os seus mecanismos de controlo e verificação” de forma a “prevenir eficazmente as transferências internacionais e o desvio ilícito de armas para o país”.
De acordo com dados da ONU, desde o início das hostilidades, em abril de 2023, entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e as Forças de Apoio Rápido (RSF), mais de 7,3 milhões de pessoas foram forçadas a deslocar-se internamente. Além disso, calcula-se que mais 2,1 milhões de pessoas tenham fugido para os países vizinhos.









