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A exposição “Por mares dantes navegados” pode ser conhecida na sala de exposições temporárias do Consolata Museu de 29 de setembro a 24 de novembro. Foto DR

Exposição no Consolata Museu

Missões em África vistas pela lente de antigos seminaristas

| 28/09/2024

A exposição “Por mares dantes navegados” pode ser conhecida na sala de exposições temporárias do Consolata Museu de 29 de setembro a 24 de novembro. Foto DR

A exposição “Por mares dantes navegados” pode ser visitada no Consolata Museu, de 29 de setembro a 24 de novembro. Foto: Direitos reservados

Os membros da União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses (UASP) têm visitado, ao longo dos últimos anos, diversos países de missão, no âmbito do projeto “Por mares dantes navegados”. No decorrer destas visitas, têm captado um vasto conjunto de imagens que dão agora origem a uma exposição, a qual será inaugurada no Consolata Museu, em Fátima, este domingo, 29 de setembro, às 14h30.

A exposição tem o nome do projeto e apresenta ao público 60 fotografias de cinco países africanos – Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique. A mostra é organizada pela UASP, pelo Consolata Museu e pela liga de amigos deste espaço museológico que é propriedade dos Missionários da Consolata.

A presidir à direção da União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminário Portugueses está Armindo Janeiro, vigário-geral da diocese de Leiria-Fátima, que explica, através do website deste organismo, que foi no contexto das celebrações do Ano da Fé, promovido pelo Papa Bento XVI entre 2012 e 2013, que a UASP decidiu lançar o projeto “Por mares dantes navegados”, com o propósito de “oferecer a todos os participantes, oportunidades de encontro e partilha, mútuo conhecimento e enriquecimento espiritual e cultural, no espaço lusófono, para o serviço do qual muitos dos antigos alunos dos nossos seminários, sobretudo religiosos, eram formados.”

No último ano, esta iniciativa levou os seus participantes até Moçambique, entre os dias 3 e 20 de setembro. Após essa viagem, Luís Matias contou à FÁTIMA MISSIONÁRIA como a iniciativa foi enriquecedora em diversos âmbitos. “Nesta viagem, fomos acolhidos na diocese de Tete pelo bispo Diamantino Antunes, missionário da Consolata, que nos proporcionou um manancial de aprendizagem no contacto com diversos projetos, instituições e comunidades espalhadas pelo seu vastíssimo território. Foi uma verdadeira aventura e uma grande escola. A alegria, a dança e a música que saíam de dentro das almas das pessoas, foram os ingredientes que adornaram as manifestações da fé e as celebrações em que participámos. Vimos uma Igreja atuante civilmente na comunidade, através de escolas que iam do infantário à universidade, assim como maternidades, hospitais e outras respostas fundamentais à sociedade. Observámos muitas estruturas da Igreja reconstruídas ou em reconstrução, após a destruição provocada pela guerra civil. O bispo de Tete tem em todos estes processos uma imensa e notável obra feita. Deparámo-nos com a construção de novas igrejas, espaçosas, porque as comunidades fazem delas bom uso. Contemplámos igrejas cheias de pessoas e de alegria.”

A inauguração da exposição contempla um concerto, que terá lugar no auditório do Consolata Museu, a partir das 16h00. Este momento musical contará com Rui Mesquita, no piano, Carlos Carneiro, na guitarra clássica, Luís Matias, com guitarra e voz, Mónica Mesquita, com voz, e António Sousa, na declamação. Está ainda prevista a participação de Gustavo Brito, para um tema cabo-verdiano. O encerramento da mostra está previsto para o dia 24 de novembro, às 15h00. O Consolata Museu pode ser visitado de terça-feira a sábado, das 10h00 às 13h00, e das 14h00 às 17h00, e aos domingos das 15h00 às 17h00. Para agendar visitas guiadas para grupos superiores a dez pessoas pode ser usado o número 249 539 470, ou o email museuartesacra@consolata.pt.

 

Texto publicado ao abrigo da parceria 7MARGENS/Fátima Missionária.

 

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