Para comemorar o centenário da sua presença em Portugal, as Testemunhas de Jeová inauguraram uma exposição na sua sede nacional, em Cascais, onde é possível ficar a conhecer a história e os desafios enfrentados por esta comunidade religiosa ao longo dos últimos 100 anos.
“Precisamente há 100 anos, no dia 13 de maio de 1925, foi realizada a primeira reunião pública das Testemunhas de Jeová em Portugal, no Liceu Luís de Camões, em Lisboa. (…) Durante quase meio século, suportaram oposição e privação de liberdade sob o governo do “Estado Novo” (ditadura). Só em 1974, depois de quatro décadas de restrições, é que as Testemunhas de Jeová foram oficialmente reconhecidas como uma comunidade religiosa em Portugal”, recorda a Associação das Testemunhas de Jeová em comunicado enviado ao 7MARGENS.
Estes e outros episódios podem ser revisitados na exposição, cuja inauguração contou com a presença de vários convidados, incluindo o Presidente da Comissão da Liberdade Religiosa, Vera Jardim, que destacou que “as Testemunhas de Jeová têm uma história de notável resiliência” e assinalou que “elas continuam a ser um dos grupos religiosos mais perseguidos na Europa, especialmente em países onde membros das Testemunhas de Jeová estão presos por causa da sua fé, designadamente na Rússia”.
“Como Testemunhas de Jeová prezamos muito a liberdade religiosa de que temos usufruído nos últimos 50 anos”, declarou por seu lado Pedro Candeias, porta-voz nacional das Testemunhas de Jeová. “Por isso, agradecemos muito às autoridades em Portugal.”
A exposição pretende mostrar também que “as Testemunhas de Jeová contribuem para a sociedade de várias formas, nomeadamente na prestação de ajuda humanitária, assistência espiritual e religiosa a reclusos, e programas de literacia quando necessário”.
Nas suas observações finais, Vera Jardim reconheceu os benefícios desta presença na sociedade portuguesa, e expressou a sua esperança de que “o nosso país continue a acolher” as Testemunhas de Jeová “como tem feito nos últimos 50 anos”.
A exposição ficará patente até ao final do mês de agosto e a entrada é livre, mas sujeita a marcação prévia, através do e-mail dipatj.pt@jw.org.










