Depois de ter feito chegar oito mil euros à Faixa de Gaza na Quaresma, a Associação dos Amigos da Terra Santa dos Açores voltou a enviar um donativo neste mês de agosto, desta vez de seis mil euros, que o Fundo de Emergência do Patriarcado Latino de Jerusalém conseguiu converter em 120 toneladas de alimentos e distribuir na última semana na região.
“Esta boa notícia foi-me comunicada ontem de manhã [16 de agosto] por D. William Shomali, bispo auxiliar e vigário-geral, que me confirmou o precioso auxílio já concretizado para tantas pessoas que sofrem em Gaza, em especial as crianças” disse ao sítio Igreja Açores o padre Jacinto Bento, cónego da Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, e presbítero da diocese de Angra.
“Caro padre Bento, uno a minha voz à do Patriarca [cardeal Pierbattista Pizzaballa] para agradecer esta nova e generosa doação. Que o Senhor abençoe os benfeitores. Conseguimos fazer chegar 120 toneladas de alimentos a Gaza precisamente na véspera da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Que bela coincidência!” refere o vigário-geral, bispo auxiliar do Patriarcado Latino, na missiva que escreveu à Associação dos Amigos da Terra Santa dos Açores a sinalizar a entrega do donativo.
Desde 2017, data da fundação da associação nos Açores, que esta procede anualmente à transferência de donativos para a Terra Santa. Geralmente os associados são instados a pagar a sua quota por altura da festa das Cinco Chagas, e é o valor dessas quotas e de outros donativos que constrói a ajuda. Mas os donativos podem ser feitos por qualquer pessoa para a conta da Associação (PT50 0059 0001 2198 5800 0056 9), que depois os transfere para este Fundo de Emergência Humanitário, gerido diretamente pelo Patriarca Latino.
“Inicialmente esta verba ia sobretudo para a educação, mas hoje com tantas necessidades julgo que qualquer apoio é canalizado para bens de primeiríssima necessidade” refere ainda o padre açoriano da ilha Terceira, onde é pároco em São Pedro de Angra. “Parece-me que a comunidade internacional, e as igrejas, incluindo a católica, deviam fazer mais alguma coisa. Sabemos que é um problema muito complexo, há muitas dificuldades em fazer chegar a ajuda humanitária, mas vermos pessoas inocentes a morrer, até quando vão à procura de comida, é intolerável”, conclui.










