A imprensa internacional, e não apenas a desportiva, tem dado amplo destaque a uma polémica protagonizada por Cristiano Ronaldo na quarta-feira, dia 9 de Agosto. Ao marcar um penálti, o jogador permitiu que o seu clube, o Al Nassr, fosse à final da Taça dos Clubes Campeões Árabes. A controvérsia surgiria por causa do que se seguiu. Cristiano Ronaldo festejou o seu golo da vitória contra o Al Shorta benzendo-se. Sucede que o sinal da cruz não pode ser feito em público na Arábia Saudita, por ser proibida a expressão pública da fé cristã – apenas os muçulmanos podem manifestar publicamente a sua crença.
Não é provável que seja isso que vá acontecer a Ronaldo, mas ir para a prisão é ao que se arriscam os que infringem a lei. Ainda assim, o estatuto de Ronaldo, que no sábado, dia 12, marcou os dois golos que permitiram a conquista da Taça dos Clubes Campeões Árabe, não o poupará a receber, pelo menos, uma advertência.
Por causa de uma tatuagem de Jesus que uma t-shirt de manga curta deixava perceptível, um antigo jogador do Al Nassr, o colombiano Juan Pablo Pino, foi detido num centro comercial de Riad, a capital da Arábia Saudita, recordam o diário belga Le Soir e o italiano La Reppublica.
O mais recente relatório da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre sobre a liberdade religiosa no mundo indica que a Arábia Saudita é um dos países em que as perseguições às comunidades religiosas são mais intensas. O país encontra-se no nível mais elevado de violação mais significativa da liberdade religiosa.






