Renovar os grupos existentes e formar “novos grupos, com criatividade” são dois dos grandes objetivos do movimento Ação Católica Rural (ACR), cujos representantes diocesanos estiveram reunidos no último fim de semana, em Seixo de Mira (Coimbra), para um Conselho Nacional.
O encontro, em que tomaram formalmente posse os elementos da equipa nacional para o triénio 2025/2028, promoveu a reflexão tendo em vista os próximos três anos. Um período durante o qual se impõe melhorar a “qualidade de funcionamento dos grupos de base”, apoiar “grupos vulneráveis” e “viver a sinodalidade como estilo de ser Igreja, com compromisso paroquial e trabalho em rede”, adianta a ACR em comunicado enviado ao 7MARGENS.
Uma das ações concretas já prevista é a elaboração de “um plano formativo plurianual em áreas prioritárias para a realização da missão do Movimento”. Durante o encontro, foram ainda apresentadas pelos delegados das 12 dioceses em que a ACR está implantada várias “propostas de iniciativas, projetos, ações que serão reunidas num Documento Final e partilhadas nos Conselhos Diocesanos a realizar entre outubro e novembro”, adianta a equipa nacional.
Os trabalhos ficaram também marcados pela aprovação do Plano Anual de Atividades (2025/2026), pela definição da forma de participação das dioceses na elaboração do caderno Orar Sem Cessar e pela partilha de testemunhos daqueles que participaram no Jubileu dos Jovens e no Jubileu dos Movimentos, em Roma.
A reunião reafirmou ainda a “importância da Revista Mundo Rural, como órgão de comunicação, informação e formação integral para os militantes e simpatizantes do movimento, bem como a necessidade de manter e, se possível, aumentar o número de assinantes”, informa a equipa nacional.
“No início de mais um triénio pastoral, a ACR consciente da sua vocação e missão, na esperança que não engana porque enraizada na pessoa de Jesus Cristo, reafirmou a determinação de ‘Caminhar juntos na esperança para um mundo justo e fraterno’”, conclui a nota.
Criada pelo Papa Pio XI, em 1922, a Ação Católica Rural está em Portugal desde 1933; é um movimento “formado e dirigido por leigos jovens e adultos, abrangendo na sua ação adolescentes e crianças” , dedicando-se à “evangelização e promoção do meio rural” através de um “método de revisão de vida” constituído por três fases: ver, julgar, agir.










