Do encontro dos Padres em Fátima (7 e 8 janeiro 2025), apenas li o que a imprensa me proporcionou. Aplaudi este encontro ao sentir grande esperança e força nas orientações pastorais que dali poderiam surgir, a nível do Patriarcado, originadas na força adquirida pela JMJ, pelo Ano Sinodal e pela ocorrência do Ano Jubilar.
Ao saber desta iniciativa, senti grande espectativa, grande esperança e força como princípio de vida que além de “estar no vento nas águas…” estaria neste encontro….
Foram três dias: 1º. Dia: Conferência do Patriarca de Lisboa; celebração penitencial; grupos para “Diálogos sacerdotais” com mesa-redonda; fim do dia com Missa e convívio. Fiquei sem saber que diálogos sacerdotais foram estes.
2º. Dia: oração de Laudes; conferências intercaladas de música e apresentação e aprovação da “carta dos padres”; almoço e Missa com consagração à Virgem; terminou com a foto de família. Gostava de saber de que constava esta carta.
Encerramento: Missa presidida pelo Patriarca e consagração à Virgem.
Não li conclusões pastorais, planos pastorais de acção, de renovação, a nível do clero, das homilias, da pastoral e da sua renovação, da acção participativa dos fiéis de modo a, tal como “Nossa Senhora, saírem para testemunhar algo que lhes enchia o coração” e sobretudo a mente, geradora de iniciativas de criatividade, de propósitos pastorais, não tanto de Paróquia, mas das Paróquias de proximidade.
Ideias centrais: “Fátima lugar de peregrinação e não de passeio”, tal como a Virgem Maria vindo até aqui em tempos semelhantes, como “Peregrina da vida nova”, apresentando-a como modelo na visita a sua prima Santa Isabel; frisou como ideia central “Nossa Senhora teve de sair para testemunhar algo que lhe enchia o coração”.

“D. Rui Valério destacou os sacerdotes “verdadeiramente missionários da esperança”… “para irmos ao encontro daqueles a quem podemos comunicar esta Boa Nova que pode transformar a vida.” Foto © Patriarcado de Lisboa
Na conclusão da Assembleia Jubilar dos Padres de Lisboa, D. Rui Valério destacou os sacerdotes “verdadeiramente missionários da esperança”… “para irmos ao encontro daqueles a quem podemos comunicar esta Boa Nova que pode transformar a vida. Mas quem fez de Maria peregrina, e nos torna a nós peregrinos, é Cristo. Este ano, caminhemos como peregrinos.
Baseado no Evangelho, o Patriarca salientou, poeticamente, que “a força é princípio de vida”. “A força que está no vento, a força que está nas águas, a força de Jesus para subir ao monte, a força do pão para alimentar e a força da própria multidão, é a protagonista desta página do Evangelho. A força é o princípio de vida”.
Que força, a nível Pastoral, na linha do Concílio Vaticano II, da Evangelii Gaudium do Papa Francisco, do Sínodo, do presente Ano Jubilar…” sentida e descoberta no coração – a verdadeira força da vida é Jesus- nos mobiliza, transforma e habilita para a missão”, na Paróquia de cada um, “saindo” daqui e chegando lá como “peregrinos da “Vida Nova”, “testemunhando transmitindo o que aqui lhes encheu o coração”?
De concreto, de programação, de linhas centrais, comuns, pastorais quais foram? O que vão fazer de novo “da nova”, “força”?… Que Espírito pentecostal vai o Patriarcado sentir dos “verdadeiramente missionários da esperança”… “para irmos ao encontro daqueles a quem podemos comunicar esta Boa Nova que pode transformar a vida?
Eu, leigo, se me quiser enquadrar, de acordo com os meus carismas – S. Paulo – eu nada encontrei.
Seria útil saber quem soube deste acontecimento, do que tratou, das conclusões… Houve debates e esclarecimentos, após? Como são diferentes, pela negativa, as ressonâncias dos acontecimentos eclesiásticos das dos políticos…Que papel costuma ter, teve, a Rádio Renascença?
A partir daqui se verá, se experimentará, se de facto a ida a Fátima não teria sido um simples “passeio religioso”, mas a “redescoberta no coração que a verdadeira força da vida é Jesus, que nos mobiliza, transforma e habilita para a missão” nas Paróquias, satisfazendo o artigo 25 da Evangelii Gaudium, que “neste momento, não nos basta uma simples administração”.
Serafim Falcão é professor aposentado do Ensino Secundário e autor de A Alegria do Evangelho na nossa Paróquia, baseado, motivado e inspirado na exortação apostólica do Papa Francisco. Contacto: s.m.falcao@gmail.com









