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Anglicanos: “Juntos em unidade” para apoiar quem mais sofre com a covid-19

| 15/08/2020

O arcebispo de Cantuária, Justin Welby, primaz da Comunhão Anglicana, enviou a todas as províncias e dioceses anglicanas uma mensagem em forma de apelo a todos os bispos e bispas, incentivando as dioceses a comunidades paroquiais a apoiarem-se umas às outras durante os momentos difíceis da covid-19.

A 15.ª Conferência de Lambeth, que reúne os responsáveis da Comunhão Anglicana de todo o mundo, foi adiada para o verão de 2022. No tempo em que essa assembleia deveria estar a realizar-se, a Comunhão Anglicana difundiu um vídeo para incentivar as igrejas anglicanas a caminharem juntas e trazer boas novas ao mundo:

 

Para a realização da iniciativa Juntos em Unidade, a Comunhão Anglicana promoveu o Anglican Communion Fund. O objetivo é aumentar as contribuições de apoio financeiro nas áreas mais afetadas pela covid-19, em que há presença anglicana, dinamizando outras formas de solidariedade.

As comunidades anglicanas já estão a dar apoio e serviços para enfrentar a pandemia de covid-19 mas, com esta iniciativa, pretende-se uma maior solidariedade. De acordo com Welby, é fundamental o apoio às infraestruturas de saúde que estão sob forte pressão, pelo que a Juntos em Unidade tentará apoiar a sobrevivência das comunidades e dioceses anglicanas mais afetadas. Os equipamentos para a higiene básica pretendem desacelerar a propagação do vírus, enquanto as ações de segurança alimentar têm como objetivo atenuar a fome que está já a sentir-se em algumas comunidades, incluindo membros do clero anglicano.

Na mensagem, o arcebispo Welby reconhece que a pandemia afeta a todos, famílias e nações, e que muitas comunidades estão a enfrentar duras provas. É o corpo de Cristo que está a sofrer, diz, e, porque se sabe que algumas partes deste corpo sofrem mais que outras, é necessária uma intervenção urgente da Comunhão Anglicana. Foram já enviadas ajudas solidárias, incluindo alimentos, a mais de duzentos presbíteros e outros ministros, e 180 mil libras (mais de 199 mil euros) foram já destinadas à ajuda indispensável a zonas muito remotas, nomeadamente em Maridi, Sudão do Sul. No Bangladesh, centenas de famílias, anglicanas ou não, receberam em dinheiro dez libras (onze euros) como ajuda de emergência, para as necessidades diárias de compra de alimentos.

A mensagem do arcebispo de Cantuária no apelo à Comunhão Anglicana, para a defesa dos povos mais atingidos, lembra a I Carta de São Pedro, onde se refere que os crentes são “pedras vivas, edificadas como casa espiritual”, a família da fé, a família de Deus; e o Salmo 133, onde o autor escreve “como é bom e agradável para nós viver em união”. Por isso o arcebispo insiste: “Neste momento de crise global, precisamos cuidar dos mais fracos e dos membros mais vulneráveis ​​da família. A dor e o sofrimento de minha própria irmã e irmão devem tornar-se minha própria dor e sofrimento. Devo fazer o que puder para ajudar. Ao levar a nossa ajuda a todo o mundo, cumpriremos a nossa responsabilidade pessoal que Deus nos deu através do seu chamamento à igreja.”

A Comunhão Anglicana em Portugal tem expressão na Igreja Lusitana, Católica, Apostólica Evangélica e nas capelanias da Igreja Anglicana Inglesa.

 

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