Um dia, comecei a despertar desta dormência. Sentia-me incomodado ou, até mesmo encurralado. Não iria ficar rico a receber dois ordenados mínimos. Em 10 anos perdi oito vezes o Natal e a passagem de ano a trabalhar. Seria este o máximo a que eu poderia aspirar? Durante alguns dias não conseguia pensar noutra coisa. Até que, durante uma pausa do trabalho, fiz a chamada telefónica que mudou tudo: falei com a minha esposa, e disse-lhe que poderia ficar no fundo de desemprego (sobre o que falarei mais à frente) e voltar a estudar para melhorar a minha condição.





