Khet Thi, conhecido poeta e voz da resistência ao golpe de Estado na Birmânia (Myanmar), em 1 de fevereiro foi preso, junto com a sua mulher, no sábado passado. Depois de libertada, esta foi chamada, no domingo, ao hospital da cidade de Shwebo para recuperar o cadáver do seu marido, que tinha sinais evidentes de ter sido torturado e de os “seus órgãos internos terem sido removidos”.
Organizações de apoio aos presos políticos na Birmânia citados pelo The Guardian tornaram público hoje, dia 10 de maio, que o assassínio de Khet Thi eleva para três o número de poetas mortos pelos militares desde o golpe militar que impediu a tomada de posse do Governo do partido Liga Nacional para a Democracia, liderado pela prémio Nobel da Paz [1991] Aung San Suu Kyi, e que venceu as eleições de novembro de 2020. Mais de 780 pessoas foram, desde 1 de fevereiro, mortas pelas forças policiais e militares.









