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Clima. manifestação. Nova Iorque.

Conselho Ecuménico lamenta falhanço dos EUA no combate à emergência climática

| 23/01/2020

Conselho Ecuménico lamenta falhanço dos EUA no combate à emergência climática

by | 23 Jan 20 | Casa Comum, Estado, Política e Religiões, Sociedade - homepage, Últimas

“Não podemos voltar atrás”: marcha pelo clima, em Setembro, em Nova Iorque, durante a assembleia geral das Nações Unidas, com cerca de 60 mil jovens. Foto © Marcelo Schneider/WCC

 

O Conselho Ecuménico de Igrejas (CEI) lamentou o falhando do governo dos EUA em tomar decisões eficazes contra a emergência climática, reagindo à decisão de um tribunal federal de apelo. Numa decisão acerca da queixa apresentada por um grupo de 21 jovens, em 2015, que acusava o governo federal de sancionar, permitir e autorizar um sistema de combustíveis fósseis que compromete o direito civil dos jovens à propriedade e que pediam medidas de estabilização do clima, o tribunal considerou que os queixosos mostraram ser necessário agir contra a emergência climática.

“Será cada vez mais difícil (…) os políticos negarem que a mudança climática esteja ocorrendo, que o governo tenha tido um papel em causá-la e que os nossos funcionários eleitos têm a responsabilidade moral de buscar soluções”. Mas. Apesar disso, o tribunal não se considera com poder ou capacidade para intervir.

“Os EUA estão entre os países que mais contribuíram para o aquecimento global durante mais tempo”, comentou Peter Prove, director do CEI para assuntos internacionais, lê-se na página de notícias do Conselho Ecuménico.

“A rejeição deste apelo histórico feito por jovens que herdam um mundo em crise climática é profundamente decepcionante”. Mas, ao mesmo tempo, o facto de o tribunal reconhecer as responsabilidades do governo executivo fortalece “a crescente pressão” para que o governo dos EUA e todos os outros actuem no “interesse das gerações actuais e futuras de cidadãos e não no das elites corporativas e da indústria”.

Kelsey Juliana, uma das queixosas, hoje com 23 anos, afirmou, citada pela mesma fonte, estar “desapontada” porque os juízes dos tribunais federais “não podem proteger a juventude dos EUA, mesmo quando um direito constitucional for violado”.

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