Já está disponível, na página do 7MARGENS no Youtube, o vídeo da segunda sessão dos “Passos Sinodais”, realizada na última sexta-feira, 10 de julho, na qual o convidado foi o padre Nuno Westwood, pároco da unidade pastoral que abarca as paróquias de São Julião da Barra e de Nova Oeiras, no Patriarcado de Lisboa.
O grande motivo de interesse das respostas dadas pelo convidado às múltiplas perguntas que lhe foram colocadas, quer pelo grupo de leitoras deste jornal, que organizou a sessão, quer pelos participantes no encontro, foi o testemunho de uma experiência vivencial.
O padre Nuno não falou do que entende ser a sinodalidade ou sequer do que deve ser a pastoral paroquial, mas de um caminho efetivamente percorrido, na esteira do que entende ser o caminho de Jesus.
Todos aqueles e aquelas que não puderam estar presentes na sessão podem agora ouvi-lo reconhecer que os passos dados nos largos anos que leva de ministério foram marcados por duas realidades que a vida lhe permitiu experimentar: o que aprendeu nos muitos sítios em que viveu, desde que nasceu, em Angola, e os contactos que teve com muitas experiências cristãs, nomeadamente com os irmãos evangélicos no Pragal (Almada), quando era adolescente.
Algo que se nota nos seus relatos é o facto de a articulação da vida pastoral das duas paróquias a seu cargo ter acontecido não apenas por necessidade de um funcionamento melhor, mas, de forma progressiva, para criar dinâmicas mais consistentes e responsabilizantes, particularmente dos leigos e leigas e, sobretudo, para responder às necessidades das pessoas, de dentro e de fora da comunidade.
Hoje, os conselhos pastorais conseguem funcionar como o conselho da Unidade Pastoral que envolve as duas paróquias, sem que cada um tenha perdido a sua autonomia. Por outro lado, a própria Cáritas se tornou inter-paroquial.
Com cerca de 60 grupos de pastoral, foi necessário estudar formas de assegurar que os órgãos de participação conjuntos conseguissem funcionar, mantendo sempre a possibilidade de convocar conselhos alargados, em que cada grupo tem o seu representante. Os grandes processos e projetos passam todos por uma equipa pastoral de liderança, de seis membros, que reúne todas as semanas.
Também progressivamente se foi avançando num modelo de funcionamento cada vez menos piramidal e mais circular, sem que o pároco deixe de manter o que lhe é específico, como o presbítero enviado pelo bispo.
Os leitores que virem o vídeo encontrarão nele uma reflexão relevante sobre o que concluíram recentemente os dois conselhos económicos, numa reunião conjunta. Tendo verificado que as contas das paróquias dos últimos 15 anos batem certo e não há dívidas, entenderam, no entanto, que, para uma Igreja sinodal, isso está longe de ser suficiente e que se torna necessário focar de outro modo os objetivos e os critérios da contabilidade.
(O vídeo da conversa pode ser visto a seguir na íntegra)









