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Equipa da ONU tenta levar cobustível ao hospital de Nasser através de ruas destruídas, em meados de fevereiro.© UNOCHAThemba Linden

Desde janeiro

Em vez de aumentar, ajuda a Gaza cai para metade, diz ONU

| 27/02/2024

Equipa da ONU tenta levar cobustível ao hospital de Nasser através de ruas destruídas, em meados de fevereiro.© UNOCHAThemba Linden

Uma equipa da ONU tenta levar combustível ao hospital de Nasser através de ruas destruídas, em meados de fevereiro. Foto © UNOCHA/Themba Linden

 

Perante o agravamento das necessidades de todo o tipo, que afeta a população de Gaza, e de um número crescente de habitantes que já não têm o que comer, a ajuda que entrou naquele território palestiniano caiu para metade relativamente a janeiro, segundo garante a agência da ONU que ali presta ajuda aos refugiados (UNRWA).

“A ajuda deveria aumentar e não diminuir” para satisfazer as enormes necessidades dos dois milhões de habitantes da Faixa de Gaza, que vivem em condições de desespero, afirmou na rede social X o comissário-geral da organização, Philippe Lazzarini.

Este responsável atribuiu a redução à insegurança decorrente das operações militares das tropas israelitas invasoras, que levaram ao colapso da ordem civil, mas também à falta de vontade política para fazer entrar ajuda em segurança.

Escrevendo na mesma plataforma no último domingo, Lazzarini disse que, apesar de ter alertado, com outras agências das Nações Unidas, para a situação de fome iminente e de ter apelado ao acesso humanitário regular, já desde o dia 23 que não entrava no território qualquer ajuda. “Os nossos apelos foram negados e depararam com ouvidos surdos” denunciou.

De resto, ao longo de fevereiro o número de camiões com ajuda que conseguiram autorização não atingiram a centena. “Às vezes, a UNRWA teve de interromper temporariamente o descarregamento dos fornecimentos devido a questões de segurança (…) severamente afetada devido à morte recente de vários polícias palestinianos em ataques aéreos israelitas”, acrescentou.

Entretanto, continua latente a ameaça de uma ofensiva em larga escala das tropas israelitas sobre Rafah, onde se calcula que estejam abrigados cerca de milhão e meio de pessoas. Ao mesmo tempo, as operações terrestres e os combates intensos continuam em toda a Faixa de Gaza, particularmente em Deir al Balah e Khan Younis, segundo informações da agência da ONU.

Mais de dois milhões de pessoas enfrentam crises ou níveis piores de insegurança alimentar, de acordo com o gabinete de assuntos humanitários da ONU. Enquanto isso, apenas uma das três condutas de água de Israel está operacional, mas com menos de metade da capacidade. Para piorar a situação, 83 por cento dos poços de águas subterrâneas estão inoperacionais, tal como a totalidade dos sistemas de tratamento de águas residuais. Na região norte de Gaza, “não há acesso a água potável”.

 

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