
A Igreja de Santa Bárbara, no Gana. Bispos lançaram programa de cinco anos. Foto © SandisterTei, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.
A Conferência dos Bispos Católicos de Gana (GCBC, da sigla em inglês) lançou esta quarta-feira, 24 de novembro, em todo o país, um programa de cinco anos para enfrentar os desafios ambientais, no qual se inclui a plantação de um milhão de árvores.
A iniciativa, intitulada Programa de Ação Laudato Si’, contou com a presença do núncio apostólico (equivalente a embaixador do Papa) no país e traduz o empenhamento dos bispos e da Igreja Católica ganense de promover e proteger o meio ambiente.
Inspirado pelas iniciativas do Papa no quinto aniversário da encíclica Laudato Si’, o programa é financiado por agências católicas como a Caritas da Coreia do Sul e a Caritas do próprio país.
A decisão sobre o plantio de um milhão de árvores até 2026 fora já tomada na assembleia dos bispos no início de junho deste ano. O programa agora lançado inclui essa e outras medidas.
Sublinhe-se que, em abril último, as autoridades do país tinham anunciado um projeto designado “Gana Verde”, que prevê a plantação de três milhões de árvores só em 2021. A iniciativa tomada pelos bispos constitui uma forma de colaborar e reforçar nesse esforço público em favor da causa ambiental.
O arcebispo metropolitano de Cape Coast, Gabriel Charles Palmer-Buckle, sublinhou isso mesmo no ato de lançamento: a Igreja apoiará a agenda anual de plantio de árvores e “mobilizará todas as comunidades no plano das dioceses e paróquias para que tomem ações concretas na proteção do ecossistema”.
Gabriel Charles Palmer-Buckle, que assume as funções de “promotor” do programa, aconselhou os ganenses a considerar o meio ambiente como “uma dádiva de Deus” e a “iniciar medidas positivas para protegê-lo da destruição e degradação”, segundo refere a reportagem o site do jornal News Ghana.
O arcebispo alertou ainda para o problema do “descarte indevido de resíduos, o derrube indiscriminado de árvores”, recurso indevido de cultivo e construção ema zonas de água, lesando a natureza. Observou que algumas espécies de plantas, animais, pássaros, insetos e fauna aquática que ajudavam na manutenção do ecossistema foram extintas em parte devido às más práticas humanas.
O programa prevê um serviço de gestão que assegure a coordenação e monitoramento das ações, devendo ser feitos relatórios e avaliação.










