Igreja Católica no Brasil critica decisões de Bolsonaro e diz que “sensato” é ficar em casa
O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, incluiu as atividades religiosas na lista das que são consideradas essenciais e autorizadas a funcionar no país durante o estado de emergência provocado pela pandemia de covid-19. Mas o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reagiu contra o decreto de quarta-feira, 26, retierando o apelo a que todos permaneçam em casa e mantendo a suspensão das celebrações religiosas com presença de fiéis.
Apesar de o número de contagiados no Brasil estar perto dos 3500 e haver 93 mortos (dados do início da tarde de sábado, 28), Bolsonaro discorda das medidas de quarentena definidas pelos governadores de alguns estados, argumentando que se trata de uma “histeria” e “pânico” provocados por “meios de comunicação”, depois de ter comparado a covid-19 a uma “gripezinha” ou “constipação”.
O arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB, Walmor Oliveira de Azevedo, afirmou que a Igreja Católica “repudia e critica veementemente” a atitude de minimização de Bolsonaro, que considerou “irresponsável”, “inconsequente” e “desrespeitosa para com a dignidade da pessoa humana”. Reforçou ainda o apelo para que os fiéis fiquem em casa, sublinhando que “essa é a indicação das autoridades sanitárias competentes e sensatas”.
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