
Cardeal Pedro Barreto: a Igreja na Amazónia “é chamada a ser um sinal de esperança, a partir da escuta e do serviço, para ter confiança em Deus, presente e atuante na Amazónia”. Foto © Luis Miguel Modino/Unisinos
Diante dos muitos problemas, sofrimentos e preocupações dos povos indígenas, a Igreja na Amazónia “é chamada a ser um sinal de esperança, a partir da escuta e do serviço, para ter confiança em Deus, presente e atuante na Amazónia”, afirmou o presidente da Conferência Eclesial da Amazónia, cardeal Pedro Barreto, no dia 26 de agosto, no termo da 2ª assembleia daquele organismo reunido em Manaus (Brasil) desde dia 23 de agosto.
O também arcebispo de Huancayo (Peru) referiu na homília da missa de encerramento – citado pelo jornal digital da Unisinos – que essa atitude de escuta obriga a “ser uma Igreja que cuida, acompanha e inclui, que discerne e oferece uma espiritualidade que ajuda a viver em sinodalidade, que reconhece a presença das mulheres e medeia a revelação do rosto de Jesus” e assim “ser uma Igreja que, a partir da Amazónia, quer ser uma inspiração para outras igrejas”.
A Conferência Eclesial da Amazônia é um organismo episcopal criado na sequência do Sínodo sobre a Amazónia (2019) para “promover a sinodalidade entre as Igrejas da região” e “encontrar novos caminhos para a missão evangelizadora”. É uma iniciativa conjunta da Conferência Episcopal Latino-Americana e da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM).
Rafael Cob, bispo de Puyo e presidente da REPAM, lembrou à assembleia que “o objetivo e a identidade” destes organismos passa por “levantarem as suas vozes como aliados dos povos originários” e sublinhou que para tal “é necessário levar em conta a voz dos povos indígenas”, que não se cansam de repetir que “caminhar juntos implica entender a origem de cada povo, entender o que é ser indígena e sua relação com o meio ambiente”.









