
O arcebispo de Nampula, Inacio Saúre (ao centro), presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, assina a nota pastoral de esclarecimento. Foto © Sé Catedral de Nampula
Na sequência dos “questionamentos e perturbações” provocados pela declaração doutrinária Fiducia supplicans – publicada no passado dia 18 pelo Dicastério para a Doutrina da Fé – “no meio das comunidades cristãs” em Moçambique, a Conferência Episcopal do país emitiu esta quinta-feira, 28, uma nota pastoral em que exorta todos os ministros ordenados a manifestar “proximidade e acompanhamento a quem vive em uniões irregulares”, mas a não abençoar essas uniões.
“Nós, os bispos, decidimos que em Moçambique não se dê bênção a uniões irregulares e uniões do mesmo sexo”, pode ler-se no texto enviado ao 7MARGENS, que esclarece que “a bênção apresentada como possível a ser invocada” sobre estas uniões “não pretende legitimá-las”. “Porém, na mente de muitos fiéis e na linguagem comum, com o termo bênção entende-se o mesmo que legitimar o que se abençoa”, assinalam.
Assinada pelo arcebispo de Nampula, Inácio Saúre (presidente da Conferência Episcopal de Moçambique), a nota esclarece ainda que “a doutrina sobre o matrimónio permanece inalterada porque a bênção de que fala a declaração nada tem a ver com a liturgia e a celebração do sacramento do matrimónio” e que “o documento não admite para esta bênção nenhuma forma ritual”.









