Fui à janela de manhã
O dia estava escuro
As árvores pareciam chorar
As suas folhas derramando sobre mim
Os pingos da chuva
As nuvens eram cor de chumbo
Pesadas e ameaçadoras
Como se quisessem desafiar
A ousadia de esperar que o sol brilhasse
Fechei a janela
Sentado e só
Procurei noticias de mais longe
Na esperança de sol
Noutras paragens
Mas em resposta
Disseram-me que tinhas partido
Nessa mesma manhã triste e escura
Em que pressenti a tua ausência
Vi-te ontem entre a multidão
A desejar boa páscoa a todos
A nossa boa páscoa
É a tua ressurreição permanente
Nos nossos corações
Celebrando contigo uma primavera sem fim
José A Pereira Neto, Inspetor Superior do Ministério da Educação aposentado.










