
Pela primeira vez em seis anos as receitas da Santa sé conheceram um aumento em relação ao ano anterior. Na foto, a escada em espiral dos Museus do Vaticano. Foto © Ank Kumar, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.
A angariação de fundos através do “óbolo de São Pedro” ascendeu a 46,9 milhões de euros em 2021, divulgou o Vaticano no dia 16 de junho. Pela primeira vez em seis anos as receitas conheceram um aumento em relação ao ano anterior (44,1 milhões em 2020) e, também pela primeira vez, foi apresentado um extenso relatório sobre a origem e o destino dos dinheiros do óbolo.
O óbolo de São Pedro recolhe as ofertas dos católicos de todo o mundo e destina-se a apoiar a ação caritativa desenvolvida diretamente pelo Papa. A coleta é feita no dia 29 de junho, dia de São Pedro e São Paulo (ou no domingo mais próximo desta data) em todas as dioceses do mundo. A esses fundos juntam-se ofertas recebidas por transferências bancárias, doações, legados, heranças e também créditos via internet.
Os dados divulgados no dia 16 de junho pelo padre Juan Antonio Guerrero Alves, prefeito da Secretaria de Economia, mostram que, em 2021, a maioria das doações (65%) veio de dioceses, cerca de 10% de fundações e quantias menores vieram de doadores privados e institutos religiosos. Geograficamente, os maiores contribuintes foram os Estados Unidos (29,3%), a Itália (11,3%), a Alemanha (5,2%), a Coreia (3,2%) e a França (2,7%). A coleta por país cobre 75 por cento do total, sendo o restante doado à Santa Sé por fundações e institutos religiosos.
As despesas totais suportadas em 2021 pelo óbolo de São Pedro ascenderam a 65,3 milhões, obrigando a mobilizar ativos da instituição pelo montante de 18,4 milhões.
As atividades promovidas pela Santa Sé no âmbito da missão apostólica do Papa absorveram 55,5 milhões de euros, enquanto 9,8 milhões foram doados para apoiar 157 projetos de assistência em 67 países.
Estes quase 10 milhões de euros integram o total de 35 milhões de euros que em 2021, a Santa Sé entregou a dioceses com poucos meios, a institutos religiosos e a fiéis em grande dificuldade (pobres, crianças, idosos, mas também vítimas de catástrofes naturais, vítimas de guerra, refugiados, migrantes, etc…). A África foi a principal beneficiária (41,8%), seguida da América (23,5%), Ásia (8,2%) e Europa (1%).










