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Irlanda na Presidência da EU

Padres católicos irlandeses pressionam a favor do cessar-fogo em Gaza

| 29/07/2026

A rede internacional PAG – Priests Against Genocide (Padres contra o Genocídio), através do seu ramo irlandês, acaba de enviar uma carta a membros do Governo e do Parlamento da Irlanda, pedindo-lhes que usem a Presidência da União Europeia, que este semestre cabe àquele país, para pressionar Israel com vista ao cessar fogo efetivo em Gaza.

A carta expressa “profunda preocupação entre padres e paroquianos em todo o país com a crise humanitária em Gaza, incluindo a perda de vidas civis, deslocamentos em massa e a destruição de casas e infraestruturas”.

Em concreto, este ramo do PAG pressiona o Governo irlandês a atuar no sentido de defender um cessar-fogo “imediato e duradouro” e a proteção de todos os civis; apoiar o acesso “total e irrestrito” da ajuda humanitária aos necessitados; responsabilizar Israel através do Tribunal Penal Internacional e do Tribunal Internacional de Justiça e diligenciar no sentido do cumprimento do direito internacional, em todas as suas frentes; e trabalhar com parceiros europeus e internacionais para manter os direitos humanos como ponto central em todos os acordos e relacionamentos da União Europeia (UE).

A propósito das políticas da União, os padres subscritores citam uma declaração de julho deste ano da Amnistia Internacional, que levanta preocupações sobre a resposta da UE a alegadas violações do direito internacional humanitário e dos direitos humanos e apela aos Estados-Membros individuais para que considerassem ações unilaterais onde a ação coletiva da UE estagnou.

“A nossa preocupação não está filiada numa ideologia política, recusando também qualquer vestígio de antissemitismo, mas [funda-se] na convicção de que toda a vida humana possui uma inerente dignidade”, disse um porta-voz da Priests Against Genocide da Irlanda. “A Irlanda já demonstrou antes que está disposta a liderar, quando a comunidade internacional decide agir em conjunto. Este é um desses momentos”, refere a missiva.

A Priests Against Genocide agrega mais de 2.400 padres católicos em 62 países, incluindo dois cardeais e 26 bispos; foi fundada em Itália em setembro de 2025, sob o lema “Cristo morreu em Gaza. Foto captada de vídeo no Youtube.

A Priests Against Genocide, uma rede global de mais de 2.400 padres católicos em 62 países, incluindo dois cardeais e 26 bispos, foi fundada em Itália em setembro de 2025, sob o lema “Cristo morreu em Gaza”, para denunciar as ações militares na Faixa enquanto genocídio e apoiar os direitos dos palestinianos. A inscrição de outros padres interessados pode ser feita através desta ligação: https://forms.gle/WH66Tzqa6KgKzyra8

 

Influencers portugueses vips em Israel

Influencers portugueses em Israel

Grupo de Influencers portugueses convidados por Israel: alguns dos que aceitaram o convite para esta ação de propaganda não resistiram a comparar-se com os ativistas da flotilha, presos e maltratados pelos militares israelitas e pelo ministro do Interior. Foto reproduzida da página de Tiago Sousa na rede Instagram.

Enquanto isto, um trabalho do jornal Público dava esta terça-feira a conhecer que um grupo de influencers portugueses foi convidado pelo Governo de Israel a passar uma semana naquele país, com direito a visitar pontos selecionados e a deslocar-se a Gaza (e aos célebres túneis do Hamas), coisa que os jornalistas independentes continuam proibidos de fazer.

Recebidos e alojados com requinte, estiveram em Jerusalém, visitaram igrejas e participaram em mercados de comida tradicional, tendo tido destaque a estadia no kibbutz Nir Oz, perto da fronteira de Gaza, terra onde o massacre do Hamas, em 7 de outubro de 2023, destruiu a vida a 25 por cento dos habitantes, não muito distante do local do festival também objeto do terrorismo daquela organização.

Alguns dos influencers que aceitaram o convite para esta ação de propaganda (o Público destaca um que também recebeu o convite, mas não alinhou) não resistiram a comparar-se com os ativistas da flotilha que foram recentemente presos e maltratados pelos militares israelitas e mesmo pelo ministro do Interior – e um deles lançou mesmo provocações a Mariana Mortágua.

Dados citados pelo jornal mostram que as autoridades israelitas estão a investir fortemente naquilo a que chamam “diplomacia pública” e que corresponde, na prática, a propaganda junto de atores sociais com potencial influência na opinião pública. Este tipo de iniciativas, que teve um orçamento de 132 milhões de euros em 2025, conta para 2026 com 640 milhões. Até 2023 esse orçamento não ia além dos 10 milhões, acrescenta aquele diário.

 

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