
Papa falando da janela do apartamento pontifício. Foto © Vatican Media, a partir da Agência Ecclesia.
O Papa apelou este domingo à libertação de seis religiosas católicas sequestradas no Haiti, lamentando o clima de violência que se vive neste país.
“Recebi, com mágoa, a notícia do sequestro de um grupo de pessoas, incluindo seis religiosas, no Haiti”, disse Francisco, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da oração do ângelus, no Vaticano.
“Ao pedir a sua libertação, de coração, rezo pela concórdia social no país e convido todos a fazer cessar a violência que provoca tantos sofrimentos àquela querida população”, acrescentou.
O portal de notícias do Vaticano, citado pela agência Ecclesia, regista que há uma violência crescente na capital haitiana, “a ponto de alguns bairros terem sido isolados nos últimos dias”.
De acordo com fontes locais, as seis religiosas da Congregação das Irmãs de Santa Ana foram sequestradas juntamente com os outros ocupantes do veículo onde seguiam, na última sexta-feira. O rapto aconteceu durante o dia, no centro da capital haitiana, Porto Príncipe.
D. Pierre-André Dumas, bispo de Anse-à-Veau e Miragoâne condenou este “ato odioso e bárbaro” contra pessoas que “se entregam de todo o coração a Deus para educar e formar os jovens, os mais pobres e os mais vulneráveis”.
O responsável católico disse ainda que estava preparado para “ser tomado como refém, no lugar delas”.
Ainda durante o encontro dominical para a oração do ângelus, o Papa pediu orações “pela paz na Ucrânia, em Israel e na Palestina, e em tantas outras partes do mundo”, destacando que a guerra atinge sempre “os mais fracos”.
“Penso nos mais pequenos, nas muitas crianças feridas e mortas, nas que são privadas de afeto, privadas de sonhos e de um futuro. Sintamos a responsabilidade de rezar e de construir a paz para elas”, afirmou.
Antes, na Missa do V Domingo da Palavra, a que o Papa presidiu no Vaticano, Francisco convidou os católicos a rejeitar os discursos de “violência” nas redes sociais.
“Enquanto a sociedade e as redes sociais acentuam a violência das palavras, agarremo-nos à mansidão da Palavra de Deus que salva, que é mansa, que não faz barulho, que entra no coração”, disse, na homilia da celebração, que decorreu nesta manhã de domingo na Basílica de São Pedro.







