
O Papa Francisco voltou a apelar ao acolhimento de todos os migrantes. Foto de arquivo © Vatican Media
O Papa manifestou hoje a sua “dor” com o naufrágio que a 26 de fevereiro vitimou dezenas de migrantes, incluindo vários menores, nas costas da Calábria, sul de Itália, pedindo o fim destas “tragédias”. “Renovo a todos o meu apelo para que não se repitam tragédias como esta, que os traficantes de seres humanos sejam travados e não continuem a dispor da vida de tantos inocentes. Que as viagens da esperança não se transformem nunca mais em viagens da morte”, disse, após a recitação da oração do ângelus, desde a janela do apartamento pontifício.
As autoridades italianas encontraram 70 corpos, desde o último domingo, os dois últimos de crianças, cuja idade se estima ser de 12 anos. “Exprimo a minha dor pela tragédia que aconteceu nas águas de Cutro, junto a Cotrone. Rezo pelas numerosas vítimas do naufrágio, pelos seus familiares e pelos sobreviventes. Manifesto o meu apreço e a minha gratidão à população local e às instituições pela solidariedade e acolhimento a estes nossos irmãos e irmãs”, declarou Francisco.
Na sequência das palavras do Papa, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou ser necessário adotar medidas para deter os traficantes de pessoas. “As palavras do santo padre são um grande apelo a todas as instituições”, defendeu Giorgia Meloni, através de uma publicação na rede social Facebook, assegurando que o executivo italiano está a fazer a sua parte, “empregando todos os esforços para deter os traficantes”, noticiou a TSF, citando a Lusa.
Já sobre o apelo do Papa ao acolhimento de todos os migrantes, no dia anterior, Giorgia Meloni tinha defendido que o seu Governo não impediu as operações de salvamento das vítimas do naufrágio do barco de migrantes na Calábria. “Pode haver, realmente, alguém, em sã consciência, que pense que o Governo, deliberadamente, deixou 60 pessoas morrerem?” – questionou, na altura, Meloni, em conferência de imprensa, durante uma visita a Abu Dhabi. “Por favor, vamos ser sérios”, apelou a governante.









