
O Papa Francisco fez-se presente no funeral dos GNR através de uma mensagem. Foto © Vítor Oliveira | Wikimedia Commons
O Papa enviou uma mensagem de condolências aos militares da GNR que morreram, na sexta-feira, em resultado da queda de um helicóptero de combate a incêndios no rio Douro. “A trágica morte destes militares adquire um sentido particular, porque aparece como o sacrifício de pessoas corajosas e generosas que entregaram a sua vida na tentativa de proteger do fogo não só os seus concidadãos, mas também a natureza deslumbrante, o dom de Deus que é Criador”, refere a mensagem de Francisco, lida nas cerimónias fúnebres de Pedro Santos e Daniel Pereira, dois dos cinco militares que morreram no acidente.
As cerimónias fúnebres decorreram na Igreja de Santa Cruz, em Lamego, sob a presidência do administrador apostólico do Ordinariato Castrense, D. Rui Valério, numa Eucaristia concelebrada pelo bispo diocesano, D. António Couto.
O texto do Papa, citado pela Renascença, destacou o exemplo das “pessoas corajosas e generosas que entregaram a sua vida na tentativa de proteger do fogo” a população e a natureza, deixando “vivas condolências à famílias” das vítimas deste “trágico acidente”.
D. Rui Valério sublinhou a heroicidade destes militares que perderam a vida a cumprir o seu dever, ao serviço da “exigente Unidade de Emergência de Proteção e Socorro” da GNR, segundo noticia a Ecclesia.
O bispo de Lamego tinha publicado, ainda antes das cerimónias, uma nota à diocese na qual pedia que as comunidades de onde são os militares falecidos “cerquem com um intenso abraço de ternura, de fé e de esperança as famílias enlutadas que choram a perda dos seus queridos familiares”. “Todos os Diocesanos de Lamego e o seu Bispo misturam as suas lágrimas com as lágrimas de todos e de cada um dos queridos familiares destes nossos irmãos tragicamente falecidos, a quem envolvemos num abraço de profunda comunhão e de dorida e fecunda amizade e fraternidade”, escreve o bispo na sua mensagem.









