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Somos o que fazemos ao mundo

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Com o seu texto, o Papa assume uma ampla perspetiva universal. Dito de outro modo, a sua origem não europeia permitiu-lhe uma experiência de vida, rica e diversa, onde naturalmente não se paga tributo ao pecado venial do eurocentrismo, que tende a identificar-se, de modo arrogante e redutor, com a universalidade inteira. [A opinião de Viriato Soromenho-Marques]

Uma exortação a sermos mais exigentes e interventivos

Uma exortação a sermos mais exigentes e interventivos

A novíssima exortação apostólica sobre o “não-cuidado” da casa comum dá alguns puxões de orelhas, mostrando a grande preocupação do Papa com tanta inoperância perante os problemas que se adensam. Mas o título – Laudate Deum –, citando mais uma vez S. Francisco de Assis, está no modo imperativo, dirigido de novo a todas as pessoas de boa vontade, propondo uma atitude humilde, confiante e grata, porque, alerta, “um ser humano que pretenda tomar o lugar de Deus torna-se o pior perigo para si mesmo”.

“A economia que mata, que exclui, que polui, que produz a guerra, não é economia”

Papa ao movimento EoF

“A economia que mata, que exclui, que polui, que produz a guerra, não é economia”

Quando falamos das armas produzidas e vendidas para as guerras, isso é economia? E os “lucros obtidos às custas dos vulneráveis ​​e indefesos”? Ou a “exploração dos recursos e dos povos”? Nada disso é economia, afirmou o Papa no seu discurso aos jovens (e não só) ligados ao movimento Economia de Francisco (EoF), que se encontram reunidos num encontro a decorrer presencialmente e online, desde esta sexta-feira, 6 de outubro, até domingo.

Papa quer Igreja a olhar para a humanidade, respeitando diferenças e “sem batalhas ideológicas”

Participantes instados ao silêncio com jornalistas

Papa quer Igreja a olhar para a humanidade, respeitando diferenças e “sem batalhas ideológicas”

O Papa Francisco quer uma Igreja centrada em Deus e que olhe, “com misericórdia, para a humanidade”, não se preocupando com qualquer lógica “parlamentar” ou de “estratégias humanas, cálculos políticos ou batalhas ideológicas”. Por duas vezes – na homilia da missa da manhã e no discurso de abertura da assembleia sinodal, à tarde – o Papa insistiu na necessidade de respeitar as diferenças, caminhar juntos e fazer um exercício que dê “prioridade à escuta”.

Um choque em cadeia

Um choque em cadeia

Imagine que está na rua à espera do seu filho que o vem buscar de carro, e, de repente, vê um choque em cadeia. Vários carros embatem uns nos outros, o do seu filho incluído, e algumas pessoas sofrem lesões graves. O trânsito é intenso, e os carros que vêm da rua adjacente não sabem ao que vêm. Certamente vão ficar presos neste congestionamento e, na pior das hipóteses, poderão chocar contra os automóveis já no meio do desastre, sobretudo se vierem com muita pressa.

Somos o que fazemos ao mundo

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Com o seu texto, o Papa assume uma ampla perspetiva universal. Dito de outro modo, a sua origem não europeia permitiu-lhe uma experiência de vida, rica e diversa, onde naturalmente não se paga tributo ao pecado venial do eurocentrismo, que tende a identificar-se, de modo arrogante e redutor, com a universalidade inteira. [A opinião de Viriato Soromenho-Marques]

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Um choque em cadeia

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