O 7MARGENS acompanha os trabalhos da assembleia do Sínodo sobre a Sinodalidade publicando a opinião dos seus leitores sobre este importante acontecimento (ver textos já publicados).

Mais do que “o que espero do Sínodo”, vem-me espontaneamente dizer algo sobre “o que desejo do Sínodo” e o que espero que se evite.
Desejo, sonho, que se possa respirar o clima de liberdade e coragem evangélica que assinalou os melhores momentos do Concílio Vaticano II, quando se rasgaram novos horizontes e se ousaram novas equações e formulações da fé e do empenho cristão, a partir do essencial e mais profundo da Tradição viva da Igreja Católica. Que esta assembleia sinodal seja capaz de frontalidade na abordagem das questões, com sinceridade e liberdade de expressão.
Por outro lado, ao mesmo tempo, que se evite a contraposição sistemática e rígida, com o risco de ruptura. Por outras palavras: que se evitem abordagens ideológicas, facciosas, sectárias, optando antes pela busca do que, verdadeiramente, o Espírito diz às Igrejas. O que requer oração, aprofundamento, aceitação da pluralidade de visões, discernimento.
Que a Igreja contribua para restituir a esperança ao mundo atual, às nossas sociedades, à própria Igreja e, em geral, às Igrejas e comunidades cristãs e outros agrupamentos de crentes ou não crentes, todos em risco de cair no fatalismo e no desencorajamento.
Que o amplo horizonte de visão e intervenção, a todos os níveis e em todas as direções, de que o pontificado de Francisco nos dá continuamente exemplo, seja o horizonte da reflexão sinodal.
P. José Maria Pacheco Gonçalves è padre católico da Diocese do Porto










