
“A guerra devastadora não se limita a Gaza. Tememos a sua extensão”, alertou o Patriarca Maronita Béchara Boutros Raï. Foto © Vatican Media
“Somos testemunhas de um genocídio. Estamos perante uma guerra destrutiva planeada e implacável. Viemos unir forças para lhe resistir” – afirmou o Patriarca Maronita Béchara Boutros Raï no dia 7 de dezembro em Tiro (Líbano], durante uma visita de solidariedade às cidades fronteiriças libanesas sujeitas a bombardeamentos israelitas desde 8 de outubro.
De acordo com a agência de notícias libanesa, o Patriarca disse ainda: “A guerra devastadora não se limita a Gaza. Tememos a sua extensão. O que vemos não está sujeito a qualquer legitimidade internacional ou humanitária e queremos a paz”, para concluir: “existem vozes no mundo [condenando as práticas de Israel], mas elas não produzem efeito e não aliviam o fardo do povo palestiniano que tem direito à autodeterminação”.
Os cristãos maronitas formam um Igreja autónoma, embora em plena comunhão com a Igreja de Roma, estabelecida no século IV e com um rito litúrgico próprio. Em todo o mundo não haverá mais de três milhões de fiéis maronitas dos quais se estima que 1,4 milhões residam no Líbano, onde constituem uma comunidade significativa. Israel ocupa há décadas uma área do sul do Líbano e desde o massacre de 7 de outubro têm-se repetido os bombardeamentos de ambos os lados (exército de Israel e grupos armados do Hezbollah).









