
Sem-abrigo em Lisboa. No ano passado, eram 1,78 milhões de pessoas as que viviam abaixo da linha de pobreza, ou seja, com menos de 591 euros por mês. Foto © Ozias Filho.
O número de pessoas em risco de pobreza em Portugal aumentou para 17% em 2022, tendo crescido em todos os grupos etários, mas afetando “mais significativamente” as mulheres e os menores de 18 anos. Os dados constam do mais recente Inquérito às Condições de Vida e Rendimentos (ICOR), relativo aos rendimentos de 2022, divulgado esta segunda-feira, 27, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os resultados do inquérito revelam um aumento de 0,6% em relação a 2021, quando a taxa tinha sido de 16,4%. Este valor representava, por sua vez, uma redução de 2%. face a 2020, sublinha a TSF.
Eram, assim, 1,78 milhões de pessoas as que viviam abaixo da linha de pobreza no ano passado, ou seja, com menos de 591 euros por mês, mais 81 mil do que no ano anterior.
No caso dos menores de 18 anos, a pobreza aumentou 2,2% em relação a 2021. E aumentou mais entre as mulheres (de 16,8% em 2021 para 17,7% em 2022) do que entre os homens (15,9% para 16,2%).
Em 2022, 22,7% da população que apenas tinha concluído o ensino básico era pobre, um valor significativamente superior às proporções de 13,5% para a população que tinha terminado o ensino secundário ou pós-secundário e de 5,8% para a população que tinha concluído o ensino superior.
A boa notícia deste inquérito é que a taxa de risco de pobreza para a população empregada diminuiu de 10,3% em 2021 para 10,0% em 2022. No entanto, aumentou para a população desempregada, de 43,4% para 46,4%.










