
Sara Poças, do Centro Missionário da Arquidiocese de Braga. Foto retirada de vídeo
Esteve em Angola e na Guiné-Bissau, onde trabalhou na área educativa, ajudando a formar professores e apoiando a administração escolar. Regressada a Portugal, deu aulas durante um ano, o que lhe permitiu compreender que a “educação formal” não era a “praia” que desejava. Sara Poças, coordenadora do Centro Missionário da Arquidiocese de Braga (CMAB), fala, nesta entrevista, sobre o percurso que a conduziu à cooperação para o desenvolvimento.
Nesta estrutura, dinamiza uma iniciativa de cooperação missionária com a diocese de Pemba (Cabo Delgado, Norte de Moçambique), com o objectivo de apoiar uma população que é vítima da pandemia, para além de outras doenças, e de ataques terroristas. Neste âmbito, uma equipa missionária bracarense assumiu a paróquia de Santa Cecília de Ocua, que tem mais ou menos a mesma dimensão da diocese de Braga.
No programa da série Gente com História, transmitido no YouTube, Sara Poças dá conta de uma realidade muito diferente da de Braga, em que as paróquias são “padrodependentes”, e do que a Igreja moçambicana tem a ensinar: “Aprendemos que os leigos têm de ser mais activos nas comunidades e têm de tomar as rédeas da pastoral, da evangelização”, diz, acerca da experiência de trabalhar com gente de culturas diferentes na área da cooperação para o desenvolvimento.
A entrevista é conduzida por Américo Lisboa Azevedo, vice-presidente do Secretariado Diocesano da Pastoral da Saúde da diocese do Porto. Nascido em 1963, casado, Américo Azevedo é cego e tem paralisia cerebral. Autor de cinco livros de contos, fez locução numa rádio local durante ano e meio na década de 1980. Em Fevereiro começou a fazer, por “amadorismo”, um conjunto de entrevistas. O 7MARGENS associou-se à sua iniciativa e divulgará algumas dessas entrevistas.
A conversa com Sara Poças pode ser vista a seguir:









