Seis mulheres bahá’ís foram condenadas a um total combinado de 39 anos de prisão em Hamadan, no oeste do Irão. As sentenças são “ultrajantes e excessivas, impostas com base em acusações ridículas como ‘pertença à comunidade Bahá’í’ e “refletem uma campanha de perseguição cada vez mais intensa” aos membros desta confissão religiosa naquele país, denuncia a Comunidade Internacional Bahá’í em comunicado enviado ao 7MARGENS.
As seis mulheres são Zarrindokht Ahadzadeh, Farideh Ayyoubi, Noura Ayyoubi, Neda Mohebbi, Jaleh Rezaie e Atefeh Zahedi. Duas delas, Atefeh e Neda, têm filhos de apenas cinco anos de idade.
As sentenças seguem-se a uma declaração conjunta de 18 peritos das Nações Unidas, na qual alertaram para o “ataque sistemático às mulheres bahá’ís”, sinalizando o “aumento” dessas violações de direitos humanos e denunciando as “prisões, intimações para interrogatório, desaparecimentos forçados, invasões domiciliares, confisco de pertences pessoais, limitações à liberdade de movimento e privações consecutivas e prolongadas de liberdade”. Os especialistas sublinharam que as mulheres bahá’ís no Irão enfrentam perseguição desproporcional e discriminação interseccional, tanto como membros da maior minoria religiosa não muçulmana no país quanto como mulheres.
Isso mesmo confirma também o último relatório do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, sobre intolerância e violência baseadas em religião ou crença. O documento, divulgado em julho, colocou a perseguição aos bahá’ís no Irão entre as mais graves preocupações do mundo em matéria de direitos humanos.
De acordo com a Comunidade Internacional Bahá’í, as seis mulheres foram presas pela primeira vez em novembro de 2023 e mantidas em confinamento solitário por 31 dias, forçadas a suportar interrogatórios prolongados sem acesso a advogados ou às suas famílias. Os vereditos e sentenças de culpa foram proferidos em abril de 2024, após o que os seus advogados conseguiram interpor recursos, mas em agosto o tribunal rejeitou todas as objeções aos vereditos e sentenças originais e elas enfrentam agora a prisão iminente.










