
Os bispos americanos produzirão uma síntese das auscultações que será enviada para o secretariado do Sínodo, em Roma, até 14 de maio. Foto © Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos
O processo sinodal na Igreja Católica dos Estados Unidos da América (EUA) não tem sido fácil, devido a resistências de um setor do episcopado, mas há sinais de que algo vai acontecer: na próxima quaresma, as dioceses daquele país vão organizar “sessões de escuta”, em colaboração com instituições locais de educação e ensino, de saúde e ONG.
Na sequência da primeira fase do Sínodo dos Bispos, que decorreu em Roma em outubro último, as igrejas locais foram convidadas a alargar a escuta a pessoas e setores que não tenham sido ouvidos até agora. Neste caso, a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USBCC, na sigla em inglês), propôs que as sessões de escuta a organizar se centrem em duas “perguntas orientadoras”:
“Onde é que eu vi ou experimentei sucessos – e angústias – dentro da(s) estrutura(s)/ organização/ liderança/vida da Igreja que encorajam ou dificultam a missão?” e “como podem as estruturas e a organização da Igreja ajudar todos os batizados a responder ao apelo de proclamar o Evangelho e a viver como uma comunidade de amor e misericórdia em Cristo?”
Segundo notícia da Catholic News Agency, cada diocese poderá dar um cunho local ao conteúdo da auscultação, dado que “a sinodalidade acontece a nível local”, conforme alertou Julia McStravog, conselheira sénior da USCCB para o Sínodo. Segundo esta responsável, há dois grupos a que a USCCB quer prestar especial atenção: os “migrantes” e os “pobres”, e, num outro plano, os padres em geral e os diáconos.
Os resultados das auscultações no plano das dioceses serão sintetizados em documentos de 3 a 5 páginas e enviados para Conferência dos Bispos até 8 de abril, a qual produzirá uma síntese nacional a enviar para o secretariado do Sínodo, em Roma, até 14 de maio.










