Situação “catastrófica” no Líbano, sem “ninguém” para ajudar cristãos
Cerca de 40 mil famílias cristãs podem deixar o Líbano, nos próximos tempos, se a grave crise económica persistir no país, agravando duras condições de vida das pessoas. A irmã Maria Lúcia Ferreira, religiosa portuguesa do Mosteiro de São Tiago Mutilado, em Qara (Síria), perto da fronteira com o Líbano, diz que o agravamento da situação neste último país pode afectar ainda mais os cristãos, que “não têm ajuda de ninguém”, enquanto “os xiitas têm a ajuda do Irão e os sunitas têm a ajuda da Arábia Saudita…”
O Líbano está numa situação de pré-bancarrota, com empobrecimento acentuado da população, empresas e lojas a falir e aumento de desemprego. O novo governo de Hassan Diab, que tomou posse há um mês na sequência de muitos protestos de rua, tem procurado debelar a crise reduzindo taxas de juro, recapitalizando o sistema bancário e reestruturando o sector público.
É uma situação “catastrófica”, resume a irmã Myri, como é conhecida, numa mensagem enviada à Ajuda à Igreja que Sofre, que chegou mesmo à interdição de levantamentos de dinheiro nos bancos. As pessoas que tinham as suas economias nos bancos acabaram sem nada, acrescenta.
A situação levou a superiora da Congregação das Monjas de Unidade de Antioquia, a lançar projectos de apoio às famílias cristãs libanesas, nomeadamente na área da agricultura. O objectivo é que elas fiquem no país, evitando mais um êxodo de cristãos.
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