Mais de metade (53%) dos americanos têm uma opinião desfavorável a Israel quando em março de 2022 (antes do ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023 e da posterior invasão genocida de Israel) eram 42 por cento a manifestar essa posição. A visão negativa de Israel expandiu-se entre os menores de 50 anos afetos ao Partido Democrático (passou de 62% para 71%), mas cresceu também entre a mesma faixa etária dos afetos ao Partido Republicano (passou de 32% para 50%).
As conclusões pertencem a uma sondagem realizada pelo Pew Research Center entre 24 e 30 de março e divulgada a 8 de Abril que mostra grandes disparidades de opinião consoante a religião dos inquiridos.
Assim, enquanto no conjunto das denominações “protestantes” existe uma maioria (57%) de pessoas que têm uma opinião favorável a Israel, entre os católicos acontece exatamente o contrário, i. é, a maioria (53%) tem uma opinião desfavorável a Israel.
A esmagadora maioria (69%) dos inquiridos que não professa nenhuma religião é desfavorável a Israel, percentagem que naturalmente sobe ainda mais (81%) entre os muçulmanos e desce verticalmente entre os judeus, comunidade em que apenas 27 por cento tem opinião negativa em relação a Israel.
Menos de um em cada três (32%) americanos exprime confiança no primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e a guerra contra o Hamas tem vindo a perder importância, sendo agora apenas uma pequena maioria de americanos (54%) a afirmar que ela é muito ou relativamente importante para eles no que lhes toca pessoalmente. Em janeiro de 2024 eram em muito maior número (65%) os que afirmavam o mesmo.
Por outro lado, a ideia do Presidente Trump de eliminar a presença de palestinianos na Faixa de Gaza é amplamente impopular, pois 62 por cento dos americanos manifestam-se contra ela (49% opõem-se-lhe mesmo veementemente) e apenas 15 por cento lhe são favoráveis enquanto 22 por cento não têm posição, reconhecendo “não ter certeza”.










