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Padre Américo morreu há 70 anos: “Quem não conhece as obras, como pode aceitar os argumentos?”

Evocação do fundador da Obra da Rua

Padre Américo morreu há 70 anos: “Quem não conhece as obras, como pode aceitar os argumentos?”

O Padre Américo nunca acreditou em ideias desligadas da realidade. Para ele, a verdade reconhecia-se pelas obras e a fé ganhava rosto na caridade. Casas do Gaiato, Património dos Pobres e Calvário nasceram, antes de mais, de um encontro: uma criança abandonada, uma família sem abrigo, um doente sem lugar no mundo. A realidade precedeu a ideia. A obra nasceu da vida.

Padre Acílio, da Obra da Rua: fortaleza e desassombro (um testemunho breve)

Padre Acílio, da Obra da Rua: fortaleza e desassombro (um testemunho breve)

Há cinco ou seis anos fui director de turma de um aluno, vindo de África. Eram imensas as dificuldades que trazia ao chegar à Escola de Aranguez, no centro da cidade de Setúbal. Além de problemas graves de visão, havia ainda outros a resolver. A dado momento, precisei de falar com o encarregado de educação. Como não conseguia, enviei uma mensagem por correio electrónico. Foi parar a um destinatário incorrecto, mas tudo se resolveu. Sem que eu desse mais um passo, o recado chegou-lhe. O responsável por aquele rapaz não tardou muito a surgir na escola.

“Sinais” do padre Telmo Ferraz, de 95 anos

Casa do Gaiato

“Sinais” do padre Telmo Ferraz, de 95 anos

Foi apresentado nesta segunda-feira, 28, na concatedral de Miranda do Douro, o livro Sinais, o 11º título do padre nordestino Telmo Ferraz, de 95 anos. O sacerdote é sobretudo conhecido pela sua dedicação à Casa do Gaiato, em Portugal e em Angola, e pela luta em prol da dignidade e justiça social para os trabalhadores das barragens de Picote e Miranda.

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Padre da Obra da Rua morreu

Telmo Ferraz (1925-2026), cem anos a espalhar profecia novidade

O padre Telmo Ferraz, da Obra da Rua, celebra cem anos de vida e missão. Membro do clero da Diocese de Bragança-Miranda, nasceu no Mogadouro a 25 de novembro de 1925 e começou cedo o seu sacerdócio de rebeldia e compromisso social. Denunciava a tragédia humanitária provocada pelas condições péssimas em que viviam quantos davam a vida na construção de barragens naquele Trás-os-Montes longínquo e abandonado dos anos 1950. [Texto de Tony Neves]

Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

[Arquipélago Jerusalém]

Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se … novidade

Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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