Eu até nem queria voltar a falar de ratazanas aqui nestas crónicas; mas, vocês já se aperceberam da fraqueza dos que gritam? Tenho-lhes demasiada pena para conseguir ignorar. O grito, na literalidade, não vale absolutamente nada. O grito é daquelas coisas que só engrandece na metáfora. Grito como explosão de afinidade, empatia, criatividade, arte, abraço. Esse é o grito que vale a pena. O grito metafórico é o oposto do literal. [Texto de Ana Sofia Brito].






