Por mais adultos que julguemos ser, seremos sempre crianças à espera de um colo onde pousar a nossa inquietação. Pretender alcançar a completa autossuficiência é esquecer quem somos e renunciar à humilde condição de quem se sabe finito e contingente. Jamais seremos, pela força estrita da nossa vontade, deuses, libertos de todas as peias que nos mantêm reféns das coordenadas espácio-temporais em que a nossa vida decorre.






