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A “bricolage” espiritual e o catolicismo de Amália

Baptismo foi há 100 anos, no Fundão

A “bricolage” espiritual e o catolicismo de Amália

Olhos cerrados e voltados para o alto, mãos juntas como em oração, corpo direito e voltado para cima, uma voz interior e profunda. Nada disto se adivinhava ainda quando, a 6 de Julho de 1921 – faz nesta terça-feira 100 anos –, Amália Rodrigues foi baptizada na paróquia do Fundão. Mas mais tarde, quando o seu nome já se confundia com o de Portugal e com o próprio fado, ela leva “à consumação, à superação, a subjectivação do fado, a sua dimensão de interioridade”.

Silêncio, que se vai rezar (a ouvir) o fado

Silêncio, que se vai rezar (a ouvir) o fado

Podem os olhos, as mãos ou o rosto de quem canta o fado exprimir uma atitude de religiosidade? Cátia Tuna investigou o tema e descobriu como a canção – que começou por ser boémia e se tornou “nacional” – preencheu um vazio que o catolicismo orgânico tinha deixado a descoberto. Silêncio, que se vai rezar (a ouvir) o fado.

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Baptismo foi há 100 anos, no Fundão

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Olhos cerrados e voltados para o alto, mãos juntas como em oração, corpo direito e voltado para cima, uma voz interior e profunda. Nada disto se adivinhava ainda quando, a 6 de Julho de 1921 – faz nesta terça-feira 100 anos –, Amália Rodrigues foi baptizada na paróquia do Fundão. Mas mais tarde, quando o seu nome já se confundia com o de Portugal e com o próprio fado, ela leva “à consumação, à superação, a subjectivação do fado, a sua dimensão de interioridade”.

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Perseu declara-se vítima

Testemunho

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Escrevo como sobrevivente de abuso sexual na Igreja. Estive calado trinta e seis anos. Sou acompanhado há mais de oito. Não escrevo para defender a instituição, e nada lhe devo. Defendo duas coisas apenas: os sobreviventes e a Graça. [Testemunho de um sobrevivente de abuso sexual na Igreja Católica].

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