O Natal, sempre foi para mim como um fantasma. Um espectro luminoso que via dançar pelas janelas dos vizinhos, mas que nunca cruzava a entrada da nossa casa. Cresci a ouvir que era uma celebração pagã, uma armadilha do Diabo para nos afastar do único Deus verdadeiro, Jeová. Mas lá no fundo, sempre senti uma ponta de inveja, ao ver as crianças da minha rua com os seus olhos a brilhar de felicidade e antecipação por essa noite mágica em que o Pai Natal desceria pela chaminé para lhes entregar os tão desejados presentes. [Texto de António Madaleno].




